Retorno do goleiro Bruno tem pênaltis defendidos e homenagem a acusados de estupro Condenado pelo homicídio de Eliza Samudio foi titular pelo Vasco-AC na primeira rodada da Copa do Brasil Durou pouco o retorno do goleiro Bruno à Copa do Brasil.
Campeão do torneio pelo Flamengo há 20 anos, o, hoje, jogador do Vasco-AC defendeu dois pênaltis e ainda marcou o seu nesta quinta, 19, contra o Velo Clube após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar.
Apesar do esforço, o atleta condenado a 22 anos de prisão pelo homicídio triplamente qualificado da modelo Eliza Samudio viu seus companheiros desperdiçarem suas cobranças, levando a eliminação do time por 3 a 2 nas penalidades.
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Bruno foi regularizado pelo clube acreano um dia antes da partida válida pela primeira rodada da Copa do Brasil.
Titular na equipe, o jogador de 41 anos passou mal depois de um gol anulado do adversário paulista ainda no primeiro tempo.
Com dores no peito, ele recebeu atendimento médico, e seus companheiros o abanaram com as camisas, antes de retornar normalmente à partida.
🔍 Detalhes Importantes
Sua equipe saiu na frente com um gol de Leozinho aos 40min do primeiro tempo, mas sofreu o empate aos 14 min da segunda etapa.
Bruno fez importante defesa em cobrança de falta adversária para manter o empate e seguiu bem para as penalidades.
Defendeu duas cobranças, e converteu o seu chute.
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No entanto, foi eliminado junto dos colegas que desperdiçaram seus chutes.
Além de Bruno, outros membros do elenco do time acreano estampam as manchetes policiais.
Quatro atletas do clube, Matheus Silva, Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior, conhecido como Lekinho, são investigados e estão presos preventivamente acusados de estrupro por duas mulheres.
Os três últimos foram homenageados pelos colegas antes da partida contra o Velo Clube com suas camisas.
O goleiro foi preso em 2013, passou para regime semiaberto em 2019, e estava em liberdade condicional até o começo deste mês.
No último dia 4, o ex-Flamengo assistiu a um jogo do Rubro-negro no Maracanã, e o Ministério Público pediu a revogação do benefício pois Bruno não foi “localizado nos endereços informados ao Juízo para assinatura do Termo de Cerimônia”.
Ele compareceu ao Conselho Penitenciário para oficializar o benefício, caso contrário, poderia retornar à cadeia.
Morte de Eliza Samudio Uma reportagem de VEJA de 2012 trouxe informações inéditas sobre a morte de Eliza Samudio, revelando detalhes técnicos, científicos e testemunhais sobre a articulação de Bruno e seu bando para atrair, sequestrar, matar e dar sumiço ao corpo da modelo.
A morte foi planejada, segundo a apuração de VEJA, por pelo menos cinco meses.
Entre 9 de novembro de 2009 e 7 de maio de 2010 – 35 dias antes de morrer -, ela trocou centenas de mensagens por MSN com amigos.
O caso de Eliza com Bruno (que era casado e tinha noiva e uma amante fixa) veio à tona em outubro de 2009, quando ele e Macarrão a procuraram, espancaram, encostaram uma arma em sua cabeça e lhe deram à força um abortivo que não funcionou.
Eliza denunciou a agressão e, com medo da reação de Bruno, refugiou-se na casa de amigos, sem revelar seu paradeiro.
O temor de ser encontrada fica evidente nas conversas, nas quais ela insiste que “Bruno é maluco” e que à “terra do Bruno vou só com passagem de ida.
Vão me matar lá”.
A partir de janeiro de 2010, um mês antes de o bebê nascer, amigos do goleiro (nunca ele mesmo), sempre por MSN, começaram a pedir a Eliza seu endereço e a tentar atraí-la de volta ao Rio.
📊 Informação Complementar
Por fim, Eliza foi vencida pela promessa de um apartamento mobiliado e pela exibição de um contrato em que Bruno se comprometia a fazer exame de DNA e a pagar pensão de 3.500 reais.
Chegou ao Rio com o bebê em maio de 2010 e se instalou em um hotel (bancado por Bruno) na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, próximo à casa do goleiro.
De lá, ela foi levada a um sítio do goleiro Bruno em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde foi morta.
Fonte: veja
20/02/2026 11:36











