“Uma trabalhadora humanitária francesa da Unicef foi morta em Goma”, confirmou o chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, numa publicação na rede social X, lamentando o ataque e expressando à família, amigos e colegas da cidadã francesa o apoio e as condolências.
Emmanuel Macron exigiu "respeito pelo direito humanitário e pelas pessoas no terreno que trabalham incansavelmente para salvar vidas".
Fontes próximas da agência da Organização das Nações Unidas (ONU) na RDCongo também confirmaram, à agência de notícias espanhola EFE, a morte da funcionária.
🌍 O Cenário Atual de noticiasaominuto
"Trata-se de uma colega internacional em missão em Goma, que morreu nestes ataques", referiu a fonte, que confirmou a morte de três civis, incluindo a funcionária, sem fornecer mais detalhes.
O ataque ocorreu esta madrugada contra o bairro de Himbi, em Goma, capital da província de Kivu do Norte, controlada pelo grupo rebelde Movimento 23 de Março (M23), apoiado por Ruanda, que denunciou o incidente.
O porta-voz da Aliança do Rio Congo/M23 (AFC/M23, coligação liderada pelo grupo rebelde), Lawrence Kanyuka, afirmou que entre os mortos está a cidadã francesa e funcionária da Unicef Carine Buisset, embora nem Macron nem a fonte consultada pela EFE tenham especificado a sua identidade.
🌍 Contexto e Relevância
“Esta manhã, a cidade de Goma foi alvo de um ataque terrorista com drones perpetrado pelo regime de [o Presidente congolês Felix] Tshisekedi Tshilombo contra as Nações Unidas e a União Europeia”, disse Kanyuka, embora nem o Governo nem a Unicef se tenham pronunciado ainda sobre a autoria do ataque.
A comissária europeia para a Igualdade, Preparação e Gestão de Crises, Hadja Lahbib, disse que o ataque com ‘drones’ tinha atingindo um edifício residencial, onde vivem trabalhadores humanitários e pessoal da atingiu um edifício residencial em Goma, na República Democrática do Congo, onde vivem trabalhadores humanitários e pessoal do departamento de Proteção Civil e Operações de Ajuda Humanitária Europeias (ECHO).
"Todas as partes devem cumprir os seus compromissos.
📊 Fatos e Dados
Os trabalhadores humanitários nunca devem ser alvo de ataques.
O direito internacional humanitário deve ser sempre respeitado", acrescentou a comissária.
Desde que os Presidentes congolês, Félix Tshisekedi, e ruandês, Paul Kagame, assinaram em Washington, Estados Unidos (EUA), um acordo de paz para pôr fim ao conflito no leste da RDCongo, ambas as partes acusam-se mutuamente de violar o pacto.
Este acordo vem somar-se aos esforços de mediação feitos pelo Qatar entre o Governo congolês e o M23, que assinaram em 15 de novembro, na capital, Doha.
Na sexta-feira, o chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, anunciou que Washington ia aplicar novas sanções, incluindo recusar vistos, a líderes ruandeses, acusados de apoiar o M23 no leste da RDCongo.
As sanções implicam o congelamento de todos os bens detidos direta ou indiretamente nos Estados Unidos pelas pessoas visadas, bem como a proibição de qualquer pessoa ou empresa norte-americana de fazer negócios com estes dirigentes.
O leste da RDCongo é devastado há 30 anos por conflitos e enfrenta uma nova vaga de violência desde o ressurgimento do grupo armado antigovernamental M23 em 2021, com o alegado apoio do Ruanda e do seu exército, apesar da implantação da missão de paz da ONU no país (Monusco).
Leia Também: Três centenas morreram após deslizamento de terras na RDCongo
Fonte: noticiasaominuto
11/03/2026 11:02











