‘Quem mais se beneficia das fintechs é o crime organizado’, diz Receita Federal Atuação da Receita Federal na Operação Bloqueio Oculto, deflagrada contra esquema orquestrado pelo PCC, foi detalhada nesta quinta, 28 A falta de transparência nas operações de fintechs no País beneficia o crime organizado, segundo o secretário especial da Receita Federal Robinson Barreirinhas.
Ele detalhou a atuação do órgão na Operação Carbono Oculto durante coletiva de imprensa.
A ação foi deflagrada na manhã desta quinta-feira, 28, nos Estados de São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina, com o objetivo de desarticular esquema de fraude de combustível orquestrado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).
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Inscreva-se no canal do Terra “Quem mais se beneficia da falta de transparência das fintechs é o crime organizado”, explicou Barreirinhas, que citou a existência de diferentes operações que apuram a atuação do crime organizado, que, “sem coincidência”, possuem alguma fintech envolvida.
“Sempre faço a ressalva que não podemos generalizar, a maior parte das fintechs é séria e tem um papel importante na inserção da população no sistema bancário”, reforçou.
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Segundo Barreirinhas, a falta de obrigação de transparência das fintechs com a Receita Federal faz com que exista “um paraíso fiscal no Brasil” formado por essas empresas que utilizam a tecnologia para inovar e oferecer serviços financeiros de forma digital.
No esquema organizado pelo PCC, tem algumas fintechs envolvidas, mas uma é estruturalmente a central do crime.
Dos R$ 52 bilhões movimentados por esse esquema entre 2020 e 2025, apenas uma fintech movimentou R$ 46 bilhões.
As investigações também identificaram mais de 10 mil depósitos em dinheiro para uma das fintechs no valor total de R$ 60 milhões.
Fonte: terra
28/08/2025 14:03