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Qual foi o impacto das câmeras de segurança em uma das cidades mais vigiadas do mundo?

25 de agosto de 2025
in EDUCAÇÃO, SEGURANÇA, TECNOLOGIA
Home EDUCAÇÃO
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Como Londres se transformou em um grande ‘Big Brother’ da segurança
Capital da Inglaterra possui sistema de que agrega equipamentos de diversas instituições.

Um sistema de quase 1 milhão de câmeras, pilar de uma política de monitoramento iniciada nos anos 1960, fazem de Londres uma das cidades mais vigiadas do planeta.

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Esse modelo “Big Brother” da segurança é replicado em vários lugares, incluindo São Paulo, que tem apostado fortemente na sua rede de vigilância das ruas, o Smart Sampa.

Pesquisas sobre o sistema britânico, o CCTV, mostram impacto maior para delitos não violentos, como roubos e furtos.

Especialistas destacam que a instalação dos equipamentos não é suficiente para coibir os bandidos, mas é preciso estruturar bem o monitoramento e a integração com outras políticas, como de patrulhamento.

🧠 Análise da Situação

Outro ponto sensível é a discussão sobre privacidade e possíveis vieses de identificação por meio da tecnologia.

Leia também O uso intenso de câmeras é responsável pela redução de 13% nas taxas de criminalidade de Londres, segundo uma revisão acadêmica de 76 estudos científicos conduzida pela College of Policing do Reino Unido.

Em locais específicos, como estacionamentos, a redução pode atingir 37%.

Os crimes mais impactados pelo CCTV são os relacionados a drogas (menos 20%), além de delitos contra o patrimônio e contra veículos (redução de 14%).

Os estudos mostram ainda que sistemas com monitoramento ativo — nos quais operadores acompanham as imagens em tempo real e acionam intervenções imediatas — tiveram queda de 15% na criminalidade.

Se associados a outras medidas de segurança, como iluminação pública, cercas ou vigilância comunitária, levam à diminuição de 34%.

O criminologista Brandon Welsh, da Universidade Northeastern, conduziu, junto do psicólogo David Farrington, que foi professor na Universidade de Cambridge, um estudo comparativo sobre a eficiência de câmeras em Londres, demarcando áreas de controle.

📊 Informação Complementar

Por essa metodologia, os resultados foram mais altos: queda de 16% nos crimes, sendo de até 51% em áreas como estacionamentos.

“Obviamente, o sistema de câmeras aumenta o risco percebido de flagrante, agiliza investigações posteriores e gera prova judicial, mas não substitui policiamento estratégico e inteligente, prevenção social, desenho ambiental e, principalmente, a sensação de justiça certeira”, diz o especialista em segurança Hugo Tisaka.

“No fim das contas, na grande maioria dos casos e em áreas públicas, é melhor tê-las do que não tê-las, pois funcionam como dissuasoras e permitem análise forense das imagens, resolvendo disputas civis e criminais”, acrescenta ele, fundador e CEO da empresa NSA Global.

O CCTV londrino agrega câmeras instaladas por diversas instituições, como da polícia metropolitana, da empresa de transportes públicos e de empresas privadas.

A população da capital do Reino Unido supera os 9 milhões de habitantes.

Segundo a prefeitura de Londres, o principal objetivo é “a prevenção e a detecção de crimes”, além da “repressão a infratores”.

Mas o órgão lembra que as 27 mil câmeras da Transport for London (TfL), por exemplo, também servem para “monitoramento de tráfego”, além de “segurança e gestão e investigação de crimes e incidentes”.

Embora a maioria dos estudos analisados tenha origem no Reino Unido e nos Estados Unidos, há resultados positivos também no Canadá, na Coreia do Sul, na Espanha e na Austrália.

Os efeitos foram mais consistentes em países com estruturas urbanas semelhantes às britânicas, indicando influência do contexto urbano-cultural.

Pesquisador do tema na Universidade de Amsterdã, Gabriel Pereira não vê o modelo como boa estratégia.

“Não é incomum que cidades, incluindo no Reino Unido, apresentem grandes estatísticas de redução de crime como indicação da efetividade das tecnologias”, afirma.

“No entanto, estudos acadêmicos sobre vigilância apontam ser necessário cuidado com estes dados sobre eficácia.

Dentre as razões, câmeras de vigilância podem capturar mais crimes contra a propriedade e ofensas não violentas do que crimes contra indivíduos e crimes violentos”, continua o especialista.

Em texto publicado no site do governo britânico em 2019, o próprio escritório do Surveillance Camera Commissioner admite haver “poucas evidências que sugiram que esses sistemas ajudem a dissuadir o crime”.

Mas, “as imagens desempenham papel fundamental na resposta a incidentes, na investigação de crimes e na acusação dos responsáveis”, pontua.

“Ao tratar de crimes violentos, é essencial distinguir entre delitos contra o patrimônio e a vida”, destaca Tisaka.

“A lógica do agressor nos dois casos é distinta: crimes patrimoniais, como furtos e roubos de veículos, costumam ser premeditados e guiados por cálculo risco-benefício.

Assim o aumento percebido na chance de flagrante costuma dissuadir o infrator”, explica.

“Já em homicídios planejados e agressões graves são decorridos, em sua maioria, de conflitos interpessoais, impulsos ou ambientes privados, muitas vezes fora do alcance das câmeras”, completa ele, citando que análise dos 40 anos do CCTV mostra “redução consistente em crimes patrimoniais mas nenhum efeito significativo sobre violência letal ou lesões corporais”.

Reconhecimento facial e privacidade são pontos sensíveis
Outras questões que preocupam moradores, acadêmicos e ativistas são as tecnologias de reconhecimento facial, os possíveis vieses preconceituosos, como o racial, e a privacidade de dados.

“O potencial discriminatório da operacionalidade das câmeras de segurança é um dos aspectos mais preocupantes desses instrumentos, considerando que lidam com dados biométricos”, avalia Humberto Barrionuevo Fabretti, professor de Direito na Universidade Mackenzie.

“Como têm a possibilidade de impactar na liberdade da pessoa, câmeras de segurança precisam ser testadas e transparentes sobre como o sistema opera, em quais fatores, o peso deles, como o reconhecimento se baseou.

São importantes critérios de confiabilidade e a possibilidade de interpretação e revisão, em especial considerando possíveis vises de identificação”, alerta o jurista.


Fonte: estadao

25/08/2025 10:44

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