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Pico do desejo sexual masculino é aos 40 anos e homens com filhos têm mais libido

23 de janeiro de 2026
in Ciência, EDUCAÇÃO, Meio Ambiente
Home Ciência
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Satisfação sexual precede a libido em homens
O aumento do desejo sexual aos 40 anos ocorre porque é a época em que a satisfação pessoal e relacional é maior, diz especialista.

Crédito: TV Estadão
A ideia de que o desejo sexual masculino atinge seu auge durante a juventude parece estar equivocada.

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Na verdade, a libido masculina alcança seu pico entre o final dos 30 e início dos 40 anos.

Pelo menos é isso que indica um estudo abrangente publicado na revista Scientific Reports, do grupo Nature.

O achado surpreendeu os pesquisadores porque desafia a trajetória biológica esperada.

Embora os níveis de testosterona comecem a declinar gradualmente a partir dos 30 anos, o desejo sexual não acompanha essa queda.

Isso sugere que, para os homens, fatores psicológicos, emocionais e dinâmicas de relacionamento exercem influência mais decisiva do que o envelhecimento biológico isolado — aspectos historicamente relacionados às mulheres.

“Embora fatores biológicos como a testosterona estejam indubitavelmente envolvidos, o desejo masculino também é profundamente influenciado por variáveis psicológicas (como depressão, ansiedade, pensamentos eróticos), aspectos relacionais (comunicação, conexão emocional, sentir-se desejado pelo parceiro) e normas sociais e culturais (”roteiros” de masculinidade, pressão por alto desejo)”, dizem os pesquisadores.

A psiquiatra, sexóloga e pesquisadora Carmita Abdo, que não participou do estudo, explica que os hormônios masculinos são muito importantes para o desejo dos homens, mas não são suficientes para a satisfação sexual.

“Sem testosterona, o homem não tem desejo, então ela é pré-requisito.

Agora, depois que ele está avaliado fisicamente como saudável, o que influencia?

O que faz um homem querer (sexo) mais do que outro?”, indaga ela, que também é professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade do Hospital das Clínicas.

Leia também Na visão da especialista, a libido masculina mais acentuada perto dos 40 anos é reflexo da maior satisfação sexual nessa idade em comparação com o começo da vida adulta, quando a iniciação sexual pode resultar em experiências falhas ou frustradas.

“O nível de experiência, de intimidade com a parceria, o tempo que aquele relacionamento demandou para que as arestas fossem devidamente aparadas…

Tudo isso faz com que o homem saia mais satisfeito, e isso dá a ele a sensação de maior desejo”, availa.

Os dados foram revelados no estudo “Associações do Desejo Sexual com Variáveis Demográficas e de Relacionamento”.

Pesquisadores da Universidade de Tartu, na Estônia, e da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, analisaram como diferentes fatores influenciam o desejo sexual em uma amostra de mais de 67 mil adultos do Biobanco Estoniano, com idades entre 20 e 84 anos.

A distribuição por gênero dos participantes foi de 70% mulheres e 30% homens.

Os resultados indicam que as variáveis demográficas e relacionais explicam quase 30% da variância no desejo sexual — entre eles, o gênero e a idade são os que mais influenciam, mas orientação sexual, satisfação no relacionamento, ocupação profissional e parentalidade também interferem nos desfechos.

Os outros 70% dependem de fatores não medidos na pesquisa, como personalidade, saúde mental e experiências de vida individuais.

Desejo feminino é mais instável
Enquanto nos homens a libido é relativamente estável ao longo da vida, entre as mulheres há maior flutuação.

O pico do desejo sexual feminino é anterior ao masculino, na faixa dos 20 aos 30 anos, segundo o estudo.

A libido diminui com o passar dos anos para ambos os sexos, mas o declínio é mais acentuado nas mulheres, especialmente após os 50 anos, com a menopausa.

O maior desejo feminino no início da vida adulta se deve aos maiores níveis de estrogênio e testosterona.

Já a oscilação e instabilidade desse desejo está diretamente relacionada à flutuação hormonal durante o ciclo menstrual, afirma Carmita.

“A mulher precisa do hormônio sexual feminino para lubrificar.

Esse hormônio é variável em termos de concentração na corrente sanguínea ao longo do mês”, explica.

Contudo, outros fatores também desempenham um papel fundamental.

“Uma mulher que está num relacionamento insatisfatório durante décadas, fica desinteressada em sexo”, afirma a psiquiatra e sexóloga.

E não é incomum que, quando essa mulher se separa, mesmo na pós-menopausa, ela volte a gostar de sexo.

“Nem só de hormônio vive a sexualidade”, resume.

Leia também Homens x mulheres O estudo mostra ainda que, durante quase toda a vida, homens relatam níveis de desejo sexual substancialmente mais altos do que as mulheres — e essa diferença entre os gêneros não diminui com a idade.

Pelo contrário: ela só aumenta.

A disparidade é tão expressiva que apenas após os 60 anos, quando a libido masculina cai de forma mais acentuada, o nível de desejo sexual dos homens se equipara aos picos de desejo relatados pelas mulheres, entre os 20 e 30 anos.

A biologia explica parte dessa diferença, já que os homens possuem níveis mais altos de testosterona, hormônio fortemente associado ao desejo sexual, enquanto a libido feminina é regulada por uma interação mais complexa entre diferentes hormônios.

Mas há também o papel das normas socioculturais, que incentivam a agência sexual masculina e moldam os comportamentos sexuais — como a maior frequência de pensamentos eróticos entre homens —, o que contribui para manter o desejo deles em níveis elevados durante grande parte da vida adulta.

Esse mesmo contexto cultural impacta as mulheres, mas no sentido contrário, moldando — e, às vezes, reprimindo — o desejo sexual.

“A forma como a sociedade aceita homens e mulheres com muita libido é diferente.

Se ela tem muita libido, há alguma coisa errada com ela.

Se ele tem muita libido, esse cara é bom”, compara Carmita.

Durante a faixa etária jovem adulta, justamente quando a libido feminina é maior, também costuma haver maior abertura sexual, auxiliada por níveis educacionais que promovem o desafio a normas de gênero tradicionais, segundo os pesquisadores.

Nessa etapa, elas enfrentam menos “supressores” do desejo do que em fases posteriores, quando o estresse advindo das responsabilidades com a família aumenta.

Também é o momento em que a mulher “está se sentindo muito mais interessada em ter um parceiro, ela se cuida mais, e ela é mais desejada — o desejo feminino tem muito a ver com a sensação de ser desejada”, explica a psquiatra e sexóloga.

Por outro lado, a “perda de novidade” em relacionamentos mais longos também prejudica mais a libido feminina do que a masculina.

Embora o estudo apresente tendências e padrões estatísticos, os autores ressaltam que os resultados referem-se a médias populacionais e não representam todos os indivíduos, até porque os fatores demográficos explicam menos de um terço da variação da libido.

“Há uma variação substancial entre os indivíduos, de modo que, em qualquer idade, há muitas mulheres com desejo sexual mais elevado do que homens da mesma idade”, ponderam.

Líderes têm mais desejo, trabalhadores de escritório têm menos Fatores socioeconômicos como a ocupação e o nível educacional podem influenciar o desejo sexual em alguma medida, mas são menos relevantes do que idade, gênero e a dinâmica do relacionamento, de acordo com o estudo.

O tipo de trabalho e o ambiente profissional apresentam uma relação complexa com a libido.

A insegurança no emprego é um forte supressor do desejo masculino e feminino, assim como o estresse atrelado a profissões de alta pressão, que pode reduzir o desejo, principalmente em mulheres, devido à dificuldade de equilibrar as demandas profissionais com as responsabilidades relacionais.

Entre as mulheres, é comum, inclusive, que insatisfações sexuais façam com que elas redirecionem seus esforços e energia para o crescimento profissional.

“Quando você vê uma mulher saudável que traz uma queixa de falta de desejo sexual, frequentemente ela não está conseguindo comunicar o que gosta, com medo de o parceiro ficar ofendido.

Então, ela vai ao ato sabendo que aquilo resultará no prazer dele, mas não no prazer dela.

E aí, para se compensar, ela cresce profissionalmente, se dedica, joga toda a energia libidinal dela na profissão.

Não podemos dizer que essa mulher não tem libido, ela só não está dirigida para atividade sexual”, analisa Carmita.

Mas isso não é uma regra, pondera a médica.

O contrário também acontece: “a libido pode levar uma pessoa a crescer, tanto sexualmente quanto profissionalmente, porque ela tem uma energia vital grande”.

Categorias profissionais como gerentes, militares profissionais e operadores de máquinas foram as que relatam maiores níveis de desejo sexual, enquanto trabalhadores de escritório e trabalhadores elementares (categoria geralmente associada a ocupações menos qualificadas) informaram níveis mais baixos, segundo documentado no estudo.

No entanto, os autores alertam que essas associações podem ser confundidas por outras variáveis.

Por exemplo, o alto desejo entre militares pode refletir o fato de serem um grupo predominantemente jovem (abaixo dos 40 anos) e, em operadores de máquinas, podem refletir a maior representação masculina nessas funções.

Mais filhos, menos desejo?

Não para os homens O número de filhos também se relaciona à variação do desejo sexual, mas de maneira oposta entre mulheres e homens: enquanto a maternidade tende a suprimir a libido, a paternidade está associada a um aumento do desejo masculino.

Isso acontece porque, para as mulheres, ter filhos frequentemente significa aumento do estresse, mudanças hormonais e sobrecarga de cuidados, o que reduz a autonomia erótica.

📊 Informação Complementar

“Famílias maiores correlacionam-se com menor desejo em mulheres devido às maiores demandas de cuidado”, diz o estudo.

A amamentação e a interrupção do sono no período pós-parto também são citados como contribuintes diretos para essa redução do desejo sexual feminino.

“Onde está a libido, a energia dessa mulher?

Está direcionada para os filhos.

Depois ela vai para o sexo — ou não, porque ela está cansada”, destaca a professora da FMUSP.

“Na nossa sociedade, a demanda que a mulher tem sobre a criação dos filhos é diferente em relação aos homens.

A mulher não abre mão de priorizar a criação, o cuidado, e tem muita culpa quando prioriza outros aspectos”.

Por outro lado, o desejo masculino não diminui com o aumento da família, podendo até ser reforçado.

Homens com um maior número de filhos têm, no geral, desejo mais elevado, de acordo com o estudo.

Os autores atribuem isso possivelmente ao “reforço do papel social ou ao aumento do vínculo familiar”, mas ponderam que é possível que a relação seja inversa: níveis mais elevados de desejo sexual podem levar os homens a ter mais filhos.

Orientação sexual e dinâmica do relacionamento Os participantes bissexuais e pansexuais relataram os maiores níveis de libido, enquanto indivíduos heterossexuais apresentaram níveis próximos à média da amostra, e assexuais, abaixo da média.

O estudo também indica que existe uma ligação positiva entre estar satisfeito com o parceiro e o nível de desejo, especialmente para as mulheres.

Para elas, a satisfação com o relacionamento costuma preceder a satisfação sexual.

Já para os homens, o padrão tende a ser o inverso: é a satisfação sexual que precede a satisfação com o relacionamento.

Para ambos os gêneros, a conexão emocional e a comunicação eficaz sobre sexualidade aumentam a libido, sendo essenciais para mitigar a insatisfação causada por discrepâncias de desejo entre o casal.

Embora homens que moram com parceiras tenham relatado altos níveis de desejo, de forma geral, pessoas comprometidas relataram menor libido do que solteiros — e essa lacuna de desejo entre os gêneros é maior entre casais do que entre solteiros.

Isso ocorre, em partes, pela habituação em relacionamentos longos, em que a perda de novidade e uma consolidação da rotina reduzem a espontaneidade e a autonomia erótica, afetando especialmente o desejo feminino, segundo os pesquisadores.

“A mesma libido que você tem hoje, você não terá pela mesma pessoa daqui a 10 anos pelas questões de ordem emocional e relacional.

Vão acontecer mágoas, ressentimentos e frustrações, inevitáveis em qualquer relacionamento, que, quando acumulados e não trabalhados ao longo do tempo, também interferem no desejo sexual.

Numa relação mais nova, isso ainda não aconteceu”, descreve Carmita.

Para além dos dados Outras variáveis que impactam o desejo sexual não foram avaliadas no estudo publicado na Scientific Reports, mas os autores reconhecem que traços de personalidade, vivências individuais e estado psicológico desempenham um papel crucial e explicam mais a motivação sexual humana do que as variáveis demográficas analisadas na pesquisa, as quais explicaram menos de um terço da variação no desejo sexual.

Outros trabalhos já demonstraram, por exemplo, que traços de personalidade como abertura, extroversão e impulsividade estão vinculados a níveis mais altos de desejo sexual.

No caso das mulheres, a maior abertura também permite que expressem seu desejo de forma mais ativa.

A frequência de pensamentos eróticos e a percepção de sentir-se desejado pelo parceiro são fundamentais para manter o interesse sexual.

Do outro lado, o neuroticismo (instabilidade emocional) e insegurança nos vínculos afetivos são traços que suprimem a libido para homens e mulheres.

Eventos marcantes, como traumas psicológicos, também podem impactar drasticamente a motivação e a qualidade de vida sexual, assim como a forma como a pessoa entende e lida com as expectativas da sociedade, como os “scripts de masculinidade” e a pressão social para que homens demonstrem alto desejo.

Carmita reforça ainda que o desejo sexual de homens e mulheres em relacionamentos está diretamente relacionado com a sua parceria e com a compatibilidade sexual do casal.

“O quanto que esse homem que não está satisfeito sexualmente não tem na parceria um fator que leva a esse resultado?

O quanto que uma mulher jovem, saudável, bem colocada socioeconômica e culturalmente, não está bem sexualmente porque seu parceiro é agressivo ou tem uma deficiência de testosterona ou então gosta de determinado tipo de práticas sexuais que ela não gosta?”, questiona a especialista.


Fonte: estadao

23/01/2026 16:40

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