Não há números oficiais das autoridades israelitas ou egípcias sobre a primeira semana da reabertura parcial da passagem fronteiriça que liga o enclave palestiniano ao Egito, segundo a agência de notícias espanhola EFE.
Na ausência de dados oficiais, a EFE esclareceu que obteve números sobre as entradas e saídas junto de fontes diplomáticas e do Crescente Vermelho Palestiniano e Egípcio.
No final de janeiro, a Al-Qahera News, um meio de comunicação social ligado aos serviços de informações egípcios, noticiou que se esperava que 150 pessoas atravessassem Rafah diariamente.
🧠 Análise da Situação
Já uma fonte da segurança egípcia disse à EFE que tinha sido alcançado um acordo para que 150 pessoas por dia saíssem de Gaza e outras 50 entrassem no enclave.
Segundo estas fontes, cerca de 230 habitantes de Gaza, incluindo doentes, feridos e respetivos acompanhantes, saíram do enclave para o Egito para receber tratamento médico na primeira semana e outros 140 entraram na Faixa de Gaza vindos do território egípcio.
Entre 15 e 56 pessoas saíram do enclave palestiniano diariamente e entre 12 e 44 entraram na Faixa de Gaza por dia, de acordo com os números citados pela EFE.
🔄 Atualizações Recentes
Os números mais recentes, segundo uma fonte do Crescente Vermelho Egípcio, indicam que no domingo 11 doentes e 33 acompanhantes abandonaram Gaza, e segundo outra fonte palestiniana da mesma organização, 44 pessoas entraram no enclave palestiniano.
A passagem de Rafah, na fronteira com o Egito e controlada do lado palestiniano pelas forças israelitas, foi reaberta na segunda-feira da semana passada pela primeira vez em quase dois anos — exceto por um breve período no início de 2025.
A reabertura da passagem fronteiriça aconteceu ao abrigo de um acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, que entrou em vigor em outubro passado, mas apenas para pessoas e não para mercadorias e outros bens, conforme estipulado no plano de tréguas.
📌 Pontos Principais
O plano de paz para Gaza, composto por cerca de 20 pontos e desenvolvido pela administração do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estipulava que Rafah seria aberta em ambas as direções ao abrigo do mesmo mecanismo do acordo de cessar-fogo de janeiro de 2025 — que durou três meses –, permitindo a entrada de ajuda humanitária, bem como de pessoas.
Nestes primeiros sete dias após a reabertura, Israel não permitiu a entrada de ajuda humanitária e, segundo a imprensa egípcia, o número de pessoas que atravessaram a fronteira foi inferior ao inicialmente acordado.
A EFE solicitou repetidamente dados sobre entradas e saídas ao organismo militar israelita que gere os assuntos civis nos territórios ocupados (COGAT), responsável pelas passagens com Gaza, mas, até ao momento, não obteve qualquer informação.
A passagem esteve operacional durante cinco dos primeiros sete dias, uma vez que esteve encerrada na sexta-feira e no sábado, coincidindo com o fim de semana em Israel e no Egito.
Por esta passagem, saíram palestinianos feridos ou doentes que necessitavam de assistência médica, juntamente com os seus acompanhantes, e entraram no enclave os habitantes de Gaza que tinham saído durante a guerra para receber tratamento em hospitais egípcios.
Tanto os palestinianos que entraram como os que saíram relataram problemas na travessia da fronteira, onde foram sujeitos a controlos de segurança egípcios e israelitas, com o apoio de pessoal da missão da União Europeia (UEBAM).
Leia Também: Cerca de 180 palestinianos saíram de Gaza pelo posto de Rafah numa semana
Fonte: noticiasaominuto
09/02/2026 10:39











