Pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, identificaram um processo geológico impressionante: partes profundas da crosta terrestre estão se soltando e afundando no manto da Terra, camada interna composta por rocha quente e fluida.

Essa descoberta marca o primeiro registro em tempo real de um fenômeno conhecido como “gotejamento cratônico” — algo que até então era considerado apenas uma hipótese teórica.
❓ O que é o gotejamento cratônico?
O gotejamento cratônico é um processo no qual rochas da base de um cráton — a parte mais antiga e estável da crosta terrestre — se desprendem e afundam no manto terrestre. Isso vem ocorrendo em uma área que vai do Kansas até Chicago, nos Estados Unidos.
Segundo os pesquisadores, o fenômeno está relacionado a remanescente da Placa de Farallon, uma antiga placa tectônica que submergiu há cerca de 200 milhões de anos e ainda influencia o fluxo interno da Terra.
🔍 Como o processo funciona?
De acordo com o estudo:
- 🧭 A Placa de Farallon redireciona o fluxo do manto abaixo da crosta.
- 💧 Esse movimento libera substâncias que enfraquecem a base rochosa do cráton.
- ⬇️ Como resultado, partes dessa rocha se “soltam” e afundam como se fossem gotas.
🖥️ Simulações computacionais mostraram que o gotejamento só acontece quando a presença da placa é considerada. Ao removê-la da simulação, o processo deixa de ocorrer.
⚠️ Há algum risco?
Apesar de parecer algo alarmante, os cientistas garantem que não há risco para a população. O processo é extremamente lento — em escala geológica — e não causará colapsos ou mudanças abruptas na superfície.
Como explicou o pesquisador Junlin Hua:
“Os processos do manto são muito, muito lentos.”
🧠 Por que isso importa?
Esse tipo de descoberta é valioso para os cientistas porque:
- 🧩 Ajuda a entender como os continentes se formam e evoluem.
- 🌍 Mostra como o interior da Terra ainda exerce influência ativa na crosta.
- 🪨 Indica que até estruturas consideradas estáveis podem sofrer mudanças profundas ao longo do tempo.
📚 O estudo foi publicado na revista científica Nature Geoscience, com base em dados sísmicos do projeto EarthScope, que mapeia o interior da Terra com alta precisão.