O que o filme “Tudo bem no Natal que vem” ensina sobre bons hábitos Com o ator Leandro Hassum, que conviveu com a obesidade, o longa propõe uma reflexão sobre bons hábitos ligados à saúde ou à vida É uma honra poder me referir a um filme brasileiro que faz sucesso no mundo inteiro, principalmente, quando o ator principal é meu paciente e amigo, o talentosíssimo Leandro Hassum.
Fim de ano, época de festas e, talvez, esse enredo possa nos levar a entender melhor o efeito sino, quer dizer, sanfona.
Na comédia “Tudo bem no Natal que vem”, Hassum vive um personagem que no Natal, ao acordar, não percebeu que o ano passou e terá que conviver com as consequências dos erros que cometeu.
🧠 Análise da Situação
Ele demora a entender o que está acontecendo, e quando tem ciência da realidade, se vê frustrado até achar uma solução para não acordar novamente e reviver suas antigas falhas.
A história do portador da doença obesidade revela muitos Natais passados: as tentativas frustradas de dietas e o uso de medicações para emagrecer na maior parte das vezes o levam a acordar e ainda estar obeso, levando-o a decepções e desespero.
A doença é crônica e não tem culpados.
🧠 Especialistas Analisam veja
Falhas metabólicas, genéticas e fisiológicas resultam em mais ganho de peso do que deveria e o mantém preso a um corpo que gostaria que pertencesse ao passado.
Assim como no filme, quanto maior o tempo de obesidade, maior a dificuldade na perda de peso.
Órgãos como o hipotálamo vão cansando e, com isso, diminuindo a chance de reverter a doença, pois respondem menos às medicações e até às mudanças hormonais da cirurgia.
💥 Impacto e Consequências
O equilíbrio no ganho e perda de peso envolvem sistemas muito complexos do nosso organismo e não podemos achar que seja uma relação direta com o que comemos ou perdemos com uma atividade física, por exemplo.
Se a prática de exercícios, mesmo que intensa, conseguisse esse resultado, um ultramaratonista acabaria seu percurso como um pequeno gnomo, que embrulha os presentes do velho Noel, pois ele iria se desfazendo.
É obvio que há um rigoroso controle do que iremos perder e como e onde vamos acumular.
A genética é complexa e os mecanismos de controle também.
Alguns tem tendência a acumular gordura no interior do abdômen, a chamada gordura visceral, que afeta diversos sistemas levando a doenças cardiovasculares, hepáticas e metabólicas como diabetes.
Outros acumulam na região do quadril, por exemplo, que tende a ser menos problemática ao nosso metabolismo.
Mesmo os portadores de obesidade mórbida operados, como já foi nosso protagonista, se não souberem o que comer nas suas ceias, podem acordar um dia com o corpo do Natal passado, voltando à história da obesidade.
Assim como na trama, para reverter esse feitiço chamado obesidade, é preciso realmente mudar.
Seja por meio da cirurgia ou da opção dos novos e eficientes tratamentos clínicos, é preciso se transformar e saber se manter assim.
Na comédia do nosso querido Leandro, ele reaprende o que é cuidar, a importância da família, a mudar seus hábitos errados, a amar e ser amado e que isso deve ser constante, não só porque o feitiço pode voltar, mas porque é muito melhor.
Esse filme, feito por um ex portador de obesidade mórbida, é um presente: a reflexão sobre ter bons hábitos sejam ligados à saúde ou de vida em geral.
Porque diferente do filme, na vida real não temos a chance de voltar ao passado e corrigir os nossos erros.
O tempo segue em frente, indiferente aos nossos arrependimentos, e cada escolha feita fica registrada na memória ou no próprio corpo.
Cuidem-se e boas festas!
Fonte: veja
30/12/2025 12:07











