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Mesmo fora da disputa, Tarcísio é a pedra no sapato de Lula na busca pela reeleição

5 de fevereiro de 2026
in BAHIA, Brasil, POLÍTICA
Home BAHIA
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Mesmo após ser escanteado pela família Bolsonaro na disputa ao Palácio do Planalto, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, continua sendo a grande pedra no sapato do presidente Lula para a corrida eleitoral de 2026.

Sua presença em São Paulo, disputando a reeleição, é o motivo principal para a dificuldade de Lula em construir um palanque sólido no maior colégio eleitoral do País.

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Palanque este fundamental, sobretudo diante das dificuldades para manter intacta a vantagem obtida no Nordeste no último pleito.

Se Tarcísio fica mais distante da disputa presidencial a cada novo levantamento que mostra melhora de Flávio Bolsonaro, a realidade da busca pela reeleição tem afugentado os nomes mais fortes da esquerda.

📌 Pontos Principais

Não é por acaso.

Pesquisas divulgadas em dezembro mostram que ele terminou seu terceiro ano de mandato com alta aprovação (60% segundo a Real Time/Big Data e 64,2% de acordo com a Paraná Pesquisas).

Isso ajuda a explicar a resistência de Fernando Haddad em encampar o sacrifício de se candidatar em uma eleição ainda mais difícil do que a última que encarou no Estado.

Tarcísio hoje tem a máquina nas mãos, muito mais apoio partidário e interlocução junto a prefeitos.

💥 Impacto e Consequências

Considerando a aprovação do governador beirando os 65%, Haddad teria enormes dificuldades de repetir os 35,70% de votos válidos que teve no primeiro turno e empurrar a eleição ao segundo turno sem um terceiro candidato competitivo (como havia Rodrigo Garcia, hoje aliado de Tarcísio e na época adversário, em 2022).

Não é equivocada a avaliação de Haddad de que já se sacrificou demais pelo partido.

Ele encampou a disputa pela reeleição na capital no auge do antipetismo da campanha do impeachment em 2016 e foi alçado a candidato presidencial de um político preso sob os ecos da Lava Jato em 2018.

Duas eleições previsivelmente tão difíceis quanto a atual.

Entende que não merece ser sacrificado apenas para impulsionar votos para o presidente e sair com a quarta derrota seguida.

A outra opção, Simone Tebet, também não quer, pelo mesmo motivo.

Prefere o Senado.

E empurra a candidatura ao governo para Haddad publicamente.

Ninguém recusa uma candidatura de governador se ela for minimamente viável.

“Não tem como o ministro Haddad fugir dessa missão.

Não dá.

O quadro não fecha sem ele.

E ele precisa ter essa consciência e acho que tem”, disse ela nessa carta, insistindo para que Haddad vá para o sacrifício.

Geraldo Alckmin, por óbvio, não quer trocar a vice de uma chapa favorita à Presidência por uma disputa bastante difícil em São Paulo.

Ser vice no possível último mandato da carreira política de Lula é caminho interessante para uma eventual nova candidatura como sucessor do petista ao Palácio do Planalto em 2030.

Quem quer mesmo, e não é de hoje, é Márcio França, em quem Lula não vê suficiente apelo eleitoral e vinculação ao PT para ajudar a puxar votos pra chapa presidencial.

Em 2018, quando disputou um segundo turno acirrado com João Doria, o ministro escondeu qualquer proximidade com Lula.

O quadro não é simples.

Historicamente, o PT obteve entre 30% e 35% na corrida ao governo em São Paulo, atingindo mais de 40% nas duas únicas vezes em que houve segundo turno.

📊 Informação Complementar

A exceção é justamente 2018, quando Luiz Marinho somou apenas 12,66% para o Estado e o PT perdeu sua única eleição presidencial no século.

É consenso entre aliados de Lula que a volta ao segundo turno da disputa estadual depois de 20 anos em São Paulo foi fundamental para a vitória petista ao Planalto.

Não por acaso, Haddad teve 44,73% dos votos ao governo e Lula teve 44,76% à Presidência no Estado.

Soma-se a isso o fato de que há enroscos relevantes no Nordeste que podem arranhar, ainda que levemente, o histórico bom desempenho de Lula na corrida presidencial na região.

Em um País polarizado, e com pesquisas indicando uma nova disputa parelha, com um cenário mais desafiador no Nordeste, o petista não pode se dar ao luxo de perder votos em São Paulo em relação a 2022.

Não há, sob a ótica petista, como ter um candidato para cumprir tabela, sob o risco de ver Tarcísio, mesmo fora da corrida eleitoral, ser o responsável por tirar Lula da Presidência.


Fonte: estadao

05/02/2026 12:23

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