Inteligência artificial transforma análise de dados no esporte e movimenta bilhões Uso de sensores, câmeras e IA expande monitoramento de atletas e pode levar setor a US$ 7,5 bilhões até 2032 A inteligência artificial está levando a análise de dados esportivos a um novo patamar.
De chutes no futebol ao desempenho de ciclistas no Tour de France, sensores, câmeras de alta precisão e sistemas de IA permitem registrar e interpretar praticamente todos os movimentos de um atleta.
O objetivo é otimizar desempenho, reduzir lesões e aprimorar estratégias.
🧠 Especialistas Analisam veja
“Quando um clube ou federação possui dados sobre seus jogadores, podemos analisá-los e fazer recomendações para melhorar o rendimento ou evitar problemas físicos”, afirma Frank Imbach, diretor do grupo francês SeeSports.
Empresas utilizam câmeras instaladas em estádios para monitorar atletas durante toda a partida, mesmo quando não estão com a bola.
Outras recorrem a sensores corporais que medem capacidade respiratória e desempenho cardiovascular.
🌍 Contexto e Relevância
“Esses dados nos permitem recriar 100% do que acontece em campo, sem apenas seguir a bola”, diz Arnaud Santin, cofundador da startup britânica SportsDynamics.
A empresa opera com modelo de Software como Serviço (SaaS) e oferece até 50 quadros por segundo em partidas importantes.
Quanto vale esse mercado?
📌 Pontos Principais
Especialistas projetam crescimento acelerado do setor, sobretudo com a expansão nos mercados europeu e asiático.
Um estudo da Market Research Future estima que o mercado global de análise esportiva pode atingir 7,5 bilhões de dólares (39,2 bilhões de reais) até 2032.
Segundo Lodovico Mangiavacchi, da consultoria EY, o avanço é impulsionado por dispositivos vestíveis, ferramentas sofisticadas de análise de vídeo e tecnologias da chamada Internet das Coisas.
Os dados também alimentam novos produtos de entretenimento e de prospecção no esporte.
A empresa alemã Data Sports Group utiliza transmissões ao vivo para fornecer estatísticas à imprensa e a operadores de apostas e “fantasy games”.
Para as casas de apostas, o foco é oferecer informações e arquivos históricos que ajudem usuários a tomar decisões mais informadas.
No campo do futebol profissional, há o surgimento de ferramentas que facilitam a exposição de atletas amadores que querem se lançar na elite.
“Os olheiros já se beneficiam de um número enorme de dados, que são direcionados às necessidades individuais do clube por meio de modelos de análise inteligentes” diz Sven Muller, CMO do CUJU.
aplicativo criado na Alemanha que conta com mais de 150 mil jogadores.
“Processos padronizados garantem a comparabilidade de desempenhos de milhares de jogadores em habilidades fundamentais básicas, como: velocidade, drible, passe e controle de bola.”
O crescimento do setor levanta discussões sobre controle e proteção das informações.
Na Europa, o uso desses dados deve seguir o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD).
Em geral, atletas profissionais autorizam clubes e ligas a utilizar seus dados por meio de contrato.
Em fevereiro, a empresa americana Genius Sports anunciou a compra da plataforma Legend por 1,2 bilhão de dólares (6,2 bilhões de reais), sinalizando o apetite do mercado por tecnologia e dados no esporte.
(Com AFP)
Fonte: veja
18/02/2026 16:25











