"A agência Lusa é uma peça fundamental para a garantia da liberdade de imprensa em Portugal.
Em circunstância alguma poderá estar subordinada ao poder político, muito menos ter de prestar esclarecimentos a qualquer Governo sobre o exercício da sua função informativa.
Tal configuraria uma verdadeira 'lei da rolha', incompatível com um Estado de direito democrático", afirma o SNCGP numa nota de solidariedade enviada à Lusa.
📌 Pontos Principais
Na mensagem, o presidente do SNCGP, Frederico Morais, destaca que, enquanto dirigente sindical, já sentiu diretamente a pressão política sobre aquilo que diz na defesa dos seus colegas de trabalho e que, por isso, compreende profundamente o que os trabalhadores da Lusa estão a viver e respeita inteiramente a posição.
"A Lusa é, para nós, uma entidade altamente credível, que sem dúvida dá voz a quem é oprimido e a quem tantas vezes é impedido de lutar pelos seus direitos", destaca a direção do sindicato.
Os trabalhadores da Lusa, que entre outras formas de luta convocaram uma concentração/manifestação para quinta-feira de manhã em Lisboa e no Porto, exigem ao Governo “transparência na definição do futuro da agência noticiosa e a participação dos sindicatos e outros Órgãos Representativos dos Trabalhadores”.
💥 Impacto e Consequências
Reivindicam igualmente “a autonomia estratégica, física e funcional da Lusa” e mecanismos de “proteção contra riscos de ingerência externa [política] na prestação do serviço público, o que implica a revisão dos estatutos da Lusa”, aprovados pelo executivo sem serem ouvidos os órgãos representativos dos trabalhadores.
Os trabalhadores da agência nacional de informação pedem também aumentos salariais condignos, entre outros pontos.
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Fonte: noticiasaominuto
10/03/2026 12:19











