Fictor diz que crise veio após caso Banco Master e aponta impacto de notícias negativas no mercado Grupo afirma à Justiça que repercussão sobre tentativa de compra do banco afetou liquidez e levou a dificuldades financeiras Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA Produzido pela Ri7a – a Inteligência Artificial do R7 O Grupo Fictor afirmou à Justiça de São Paulo que a crise financeira enfrentada pela holding teve início após o episódio envolvendo o Banco Master.
Segundo a empresa, a repercussão negativa no mercado, registrada depois da tentativa de compra da instituição, afetou diretamente a confiança de investidores e parceiros.
No pedido de recuperação judicial apresentado ao Tribunal de Justiça de São Paulo, o grupo sustenta que a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central um dia após o anúncio da proposta de aquisição, gerou especulações e uma sequência de notícias desfavoráveis.
🌍 Contexto e Relevância
Leia mais “A reputação do grupo foi atingida por especulações de mercado, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, informou a empresa no documento.
De acordo com a Fictor, esse cenário levou a um aumento expressivo nos pedidos de retirada de recursos e à rescisão de contratos com fornecedores e parceiros.
A companhia relata que, até então, não havia registro de atrasos relevantes no cumprimento de obrigações financeiras.
🧠 Análise da Situação
Diante da pressão de curto prazo, o grupo afirma ter iniciado um plano de reestruturação antes mesmo do pedido de recuperação judicial.
As medidas incluíram redução de estrutura física e do número de funcionários, com o objetivo de preservar direitos trabalhistas e reorganizar despesas.
“A medida busca criar um ambiente de negociação estruturada e com tratamento isonômico, que possa garantir a continuidade das atividades de forma sustentável”, escreveu a empresa ao justificar a estratégia adotada.
🌍 O Cenário Atual de r7
Apesar das ações internas, a Fictor passou a enfrentar decisões judiciais determinando bloqueios de valores.
Um dos despachos mais recentes autorizou a constrição de R$ 150 milhões, vinculados a uma garantia contratual em operação de cartões empresariais.
Outra decisão anterior havia determinado o bloqueio de R$ 7,3 milhões, sob o argumento de risco concreto aos credores.
A empresa também responde a ações movidas por investidores que alegam atraso no pagamento de rendimentos e dificuldades no resgate de valores aplicados.
Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua nos setores de alimentos, energia, infraestrutura, mercado imobiliário e soluções de pagamento.
A principal subsidiária industrial, a Fictor Alimentos S.A., mantém unidades em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, com cerca de 3,5 mil empregos diretos e 10 mil indiretos.
Segundo o advogado Carlos Deneszczuk, responsável pela condução do processo, as demais subsidiárias ficaram fora da recuperação judicial para evitar impacto sobre empresas consideradas economicamente viáveis.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo.
Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp
Fonte: r7
02/02/2026 14:05











