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EUA tentam tomar do Brasil parte do bilionário mercado chinês de soja

25 de agosto de 2025
in Brasil, POLÍTICA
Home Brasil
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Empresários do agronegócio vislumbram perdas relevantes no comércio com a China já a partir do próximo ano.

Preveem danos significativos, por exemplo, à posição hegemônica do Brasil nas vendas de soja aos chineses, por efeito do acordo em negociação entre os governos de Xi Jinping e Donald Trump.

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A China passou a concentrar compras nas fazendas brasileiras nos últimos doze anos, estimulando as exportações dos produtores nacionais a superar as dos concorrentes americanos.

🧠 Análise da Situação

O resultado está na criação de mútua dependência: mais de dois terços de toda a soja consumida pelos chineses é vendida pelo Brasil.

A ofensiva comercial de Trump para obrigar a China a aumentar importações dos Estados Unidos impulsiona a disputa por um mercado de grãos de soja no qual o Brasil tem absoluta hegemonia e que, no ano passado, rendeu-lhe 36,5 bilhões de dólares, equivalentes a 197,1 bilhões de reais.

No Itamaraty e nas empresas brasileiras já se reconhece o risco de perder uma parte expressiva dessa receita (até 30%) nos próximos dois anos.

🔍 Detalhes Importantes

Os mais pragmáticos acham que, para Pequim, seria importante manter Brasil e EUA como fornecedores estratégicos, até para reduzir a alta dependência das fazendas brasileiras.

No Palácio do Planalto, porém, há quem veja as coisas de maneira menos pragmática.

Dias atrás, Trump usou uma rede social para incentivar o governo chinês a uma “rápida quadruplicação” das importações de soja americana, o que representaria uma volta da China à antiga dependência dos EUA.

🔄 Atualizações Recentes

Celso Amorim, assessor de política externa de Lula, enxergou na mensagem de Trump a Xi Jinping uma proclamação hostil, “quase um estado de guerra contra o Brasil”.

Sobressaltos constantes em Brasília são sintomáticos da falta de clareza política sobre o que o país quer da China ou mesmo dos Estados Unidos.

Não há, também, nitidez sobre a agenda para o não alinhamento nessa guerra econômica entre potências nem sobre como se pretenderia extrair vantagens — e quais seriam — se essa fosse a escolha nacional.

Pequim mantém o roteiro previsto na sua estratégia de expansão da influência na América do Sul, reivindicando certificação como principal rival dos Estados Unidos e reafirmando interesse em manter o Brasil como reserva estratégica e confiável de abastecimento de alimentos e minerais.

A China definiu uma política de investimentos adequada aos seus interesses.

Eis três exemplos: “EUA tentam tomar do Brasil parte do bilionário mercado chinês de soja” 1) A importadora chinesa, Cofco, está investindo 285 milhões de dólares, ou 1,5 bilhão de reais, na construção de terminal exclusivo para soja no Porto de Santos.

2) O governo chinês analisa, também, investimentos numa ferrovia para escoar os grãos do Cerrado brasileiro pelo superporto, ainda ocioso, que construiu em Chancay, no litoral do Peru; 3) Estuda, ainda, o uso da hidrovia do Paraná para conexão com portos do Chile.

Para alguns, a fragilidade econômica brasileira exposta nesse choque entre potências deveria ser encarada pelo governo como oportunidade para mudanças estruturais.

Uma delas deveria ser o aumento do poder de competição da indústria, onde a produtividade do trabalho está em declínio há cinco anos seguidos (em 2024, a queda foi de 0,8%) — observa o diplomata José Graça Lima numa análise para o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e a Fundação Konrad Adenauer.

Se é o caso, talvez seja preciso acelerar providências de autoproteção, porque o governo Trump deixou o Brasil praticamente sitiado por um tarifaço (até 50% nas importações), combinado a uma investigação por concorrência “desleal” no comércio e, além disso, mobilizando o Congresso para aprovar uma lei autorizando recursos para agências de espionagem realizarem uma devassa na parceria China-Brasil no comércio agrícola.

Essa legislação está prevista para ser aprovada até 1º de outubro.

Ela obriga a Agência Central de Inteligência (CIA) e a Agência de Segurança Nacional (NSA) a vasculhar a “extensão com que o ditador chinês Xi Jinping participou ou dirigiu interações com a liderança brasileira em relação ao setor agrícola brasileiro; o grau de envolvimento entre o governo chinês e o setor agrícola brasileiro; as intenções estratégicas para investir no setor agrícola brasileiro; o número de autoridades da China ou de propriedade do governo chinês que investiram no setor agrícola do Brasil, incluindo joint ventures com empresas brasileiras; e os impactos decorrentes dos investimentos ou do controle do setor agrícola no Brasil pelo governo chinês”.

O projeto de lei de 280 páginas estabelece prazo de noventa dias para submissão do relatório de espionagem ao Congresso.

Os textos dos colunistas não refletem, necessariamente, a opinião de VEJA
Publicado em VEJA de 22 de agosto de 2025, edição nº 2958


Fonte: veja

25/08/2025 10:42

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