"Penso que verão o Governo [israelita] fazer algo a esse respeito", declarou Marco Rubio aos jornalistas após uma reunião do G7 perto de Paris.
Dados divulgados na quinta-feira pelo grupo de defesa dos direitos humanos Yesh Din registaram 257 incidentes associados à violência de colonos extremistas na Cisjordânia durante o mês de março, mais de dez por dia.
Os ataques incluíram agressões, danos materiais e expropriações de terras contra 116 comunidades palestinianas, de acordo com a organização, que acusou o Governo e exército de Israel de darem uma cobertura de impunidade aos colonos.
💥 Impacto e Consequências
Desde o início da guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, em 28 de fevereiro, pelo menos 17 palestinianos foram mortos na Cisjordânia em ataques do exército israelita ou de colonos, marcando um aumento da violência no território.
O Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) contabilizou pelo menos 27 habitantes mortos em 2026, mas o número não inclui ainda as vítimas mais recentes.
Mais de mil palestinianos morreram desde 07 de outubro de 2023, quando Israel intensificou os ataques na Cisjordânia, a par do início da guerra no enclave da Faixa de Gaza, no seguimento dos atentados dos islamitas do Hamas em solo israelita.
📌 Pontos Principais
A ministra dos Negócios Estrangeiros da Autoridade Palestiniana manifestou alarme com a escalada de violência de colonos radicais, apontando mais de mil ataques desde o início do ano.
"Esta situação devia fazer soar o alarme.
O exército [israelita] não está a intervir nestes ataques e não há qualquer responsabilização”, lamentou Varsen Aghabekian Shahin, que se refere a estes atos de violência como “premeditados e organizados” e enquadra como terrorismo.
🔍 Detalhes Importantes
Na semana passada e apesar da acusação de que estas ações de violência acontecem a coberto das forças militares israelitas, o comandante do exército, Eyal Zamir, reconheceu que são “inaceitáveis, moral e eticamente” e apelou aos políticos “para que atuem antes que seja tarde demais”.
O comandante militar referiu que “o aumento de atos criminosos de caráter nacionalista”, alguns dos quais dirigidos diretamente contra os próprios soldados israelitas, causa “um estrago estratégico enorme” às forças armadas, que estão a ser mobilizadas para as frentes ativas no Irão e no vizinho Líbano.
Citado na imprensa israelita, o embaixador de Israel em Washington, Yechiel Leiter, classificou esta semana a recente violência dos colonos como "uma mancha" e alertou que se o problema não for resolvido, vai levar à perda de aliados nos Estados Unidos.
Israel tem expandido os planos de construção de colonatos na Cisjordânia e promovido expulsões de habitantes palestinianos em Jerusalém Oriental, atos considerados ilegais à luz do direito internacional.
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Fonte: noticiasaominuto
27/03/2026 17:45











