Esquema de R$ 23 bilhões no setor de combustíveis envolvendo PCC é alvo de ações da PF Polícia Federal realiza com a Receita operações simultâneas para combater o crime organizado A Polícia Federal e a Receita Federal realizam operações para desarticular esquema de R$ 23 bilhões no setor de combustíveis ligado ao PCC, envolvendo lavagem de dinheiro, empresas de fachada e adulteração de produtos.
A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal realizam, nesta quinta-feira, 28, operações simultâneas para combater um esquema de R$ 23 bilhões no setor de combustíveis, envolvendo a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Uma delas, em cojunto com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), ocorre em oito estados, com foco em um esquema que abrangia desde a importação irregular de metanol e a adulteração de combustíveis até a sonegação de tributos, estimada em R$ 7,6 bilhões.
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🔄 Atualizações Recentes
Inscreva-se no canal do Terra As operações exclusivas das PF e da Receita, embora distintas, têm em comum o objetivo de desarticular esquemas de lavagem de dinheiro, com grande impacto financeiro e envolvimento de organizações criminosas.
Segundo a PF, as organizações usavam centenas de empresas de fachada, entre postos de combustíveis, distribuidoras, holdings, empresas de cobrança e até instituições de pagamento autorizadas pelo Banco Central, para ocultar recursos do crime organizado e do tráfico internacional de drogas.
A estratégia incluía depósitos fracionados em espécie, uso de “laranjas”, fraudes contábeis, transações simuladas e adulteração de combustíveis.
Apenas no Paraná, 46 postos foram flagrados em práticas como a “bomba baixa”, em que o cliente recebe menos combustível do que o indicado.
🌍 O Cenário Atual de terra
O impacto financeiro é considerado um dos maiores já identificados em esquemas de lavagem no setor de combustíveis.
Operações Quasar e Tank
A Operação Quasar revelou um esquema sofisticado de ocultação patrimonial com fundos de investimento fraudulentos.
Esses fundos detinham participação em outras empresas, criando uma teia de difícil rastreamento.
Foram identificadas transações simuladas de compra e venda de imóveis e títulos sem propósito econômico real.
Ao todo, são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto, além do bloqueio de bens de até R$ 1,2 bilhão.
A Operação Tank mira uma das maiores redes de lavagem já descobertas no Paraná, e acontece contra um grupo que teria movimentado mais de R$ 23 bilhões desde 2019, lavando pelo menos R$ 600 milhões.
📊 Informação Complementar
Nesta quinta, são cumpridos 14 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, além do bloqueio de bens de 41 pessoas físicas e 255 jurídicas, com patrimônio superior a R$ 1 bilhão.
Conexões com o PCC e o tráfico
De acordo com informações do Estadão, dois núcleos centrais do esquema seriam controlados pelas famílias Cepeda e Gonçalves, investigadas em operações anteriores.
Esses grupos teriam ligação direta com o PCC e com o tráfico internacional de drogas.
Segundo divulgado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), a ação integrada com as forças de segurança foi chamada de Operação Carbono Oculto, e tem como objetivo desarticular o esquema envolvendo organizações criminosas investigadas por fraudes no setor de combustíveis, com infiltração de membros do PCC.
A megaoperação do MPSP pelo Gaeco mobilizou 1.400 agentes em oito estados, com apoio da PF, Receita Federal, ANP, MPF, entre outros.
O esquema abrangia desde a importação irregular de metanol e a adulteração de combustíveis até a sonegação de tributos estimada em R$ 7,6 bilhões.
Mais de 1.000 postos movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, e uma fintech atuava como banco paralelo, movimentando R$ 46 bilhões.
Entre os nomes citados está o empresário Daniel Lopes, condenado por tráfico internacional e por fraudes em postos de combustíveis em São Paulo.
Ele teria conexões com empresas ligadas ao refino de drogas e também ao grupo Aster/Copape, de Mohamad Hussein Mourad.
O delator do PCC assassinado em 2024, Antonio Vinicius Gritzbach, também teria ligação com os envolvidos.
Promotores afirmam que um dos investigados na operação chegou a ameaçá-lo por disputas envolvendo postos na Zona Leste de São Paulo.
Outra empresa citada é a VMR Distribuidora de Combustíveis, associada a Renato Martins Vieira, parente de Antônio Carlos Martins Vieira, o “Tonhão Forte”, acusado de roubo de cargas e de vínculo com o PCC.
As investigações apontam ainda conexões com a rede Boxter de Combustíveis, suspeita de atuar como braço da facção no setor.
O Terra tenta localizar os citados para comentar a operação da PF.
*Com informações do Estadão.
Fonte: terra
28/08/2025 12:16