Pensa Povo
quarta-feira, janeiro 28, 2026
  • MUNDO
  • ESPORTE
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • ENTRETENIMENTO
  • JUSTIÇA
  • CURSOS
  • EMPREGOS
No Result
View All Result
  • MUNDO
  • ESPORTE
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • ENTRETENIMENTO
  • JUSTIÇA
  • CURSOS
  • EMPREGOS
No Result
View All Result
Pensa Povo

Editorial: ‘Com voto espúrio pela legalização do aborto, Barroso sai de cena reafirmando ativismo que deslegitima STF’

23 de outubro de 2025
in Brasil, POLÍTICA
Home Brasil
0
SHARES
Share on FacebookShare on Twitter

O recém-aposentado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, costuma afirmar que o ativismo judicial no Brasil é um “mito”.

Mas, ao transformar sua convicção pessoal em decisão judicial, Barroso encerrou seu mandato como começou, comprovando que não apenas o ativismo, mas o oportunismo judicial estão mais vivos do que nunca.

RELATED POSTS

Governo considera alocar parte da CAV à autorregulação jornalística

Editorial: ‘Numa república democrática, a adoção de regras claras para autoridades não deveria enfrentar resistência’

O ministro despediu-se votando pela descriminalização do aborto até a 12.ª semana de gestação – um gesto previsível em conteúdo, mas escandaloso na forma e no foro.

💥 Impacto e Consequências

O problema não está na posição pessoal de Barroso, mas na presunção de que magistrados possam decidir o que o povo deve pensar, normatizando sobre um tema moral e político dessa magnitude.

Nas horas finais de seu mandato, Barroso pediu uma sessão extraordinária e virtual, para, assim como Rosa Weber antes dele, lacrar seu testamento ideológico.

O gesto diz menos sobre coragem e mais sobre vaidade.

🧠 Análise da Situação

A irresponsabilidade com que armou a cena – um julgamento noturno e sem debate, improvisado por uma “urgência” fabricada – converteu a toga em púlpito e o Supremo em palco, não só violentando a soberania popular, a separação dos Poderes e a ordem jurídica, mas deslegitimando a natureza colegiada da própria instituição que presidiu.

O STF não tem competência para legislar.

A ação em que Barroso interveio, proposta pelo PSOL, busca anular artigos do Código Penal que tratam do aborto – uma decisão que cabe ao Congresso Nacional.

💥 Como estadao Afeta o Cotidiano

Ao afirmar que “direitos fundamentais não podem depender da vontade das maiorias políticas”, Barroso tem razão ao destacar o caráter contramajoritário do Supremo, cuja função é resguardar o texto da Constituição a despeito do clamor popular.

Mas o dever da Corte é justamente aplicar as leis e a Constituição tal como foram redigidas e aprovadas como expressão da vontade da maioria da sociedade, por meio de seus representantes.

Quando o STF interpreta a Lei Maior de modo a substituir a deliberação política por suas convicções, vale dizer, pela ideia que faz de como a lei deveria ser, arroga para si o papel de legislador moral da Nação – algo que a democracia representativa jamais lhe conferiu.

Há, ainda, falácias e incoerências que não resistem a uma leitura honesta.

Barroso sustenta que a criminalização do aborto viola direitos das mulheres, mas ignora que esses direitos, como todos os outros, se equilibram no texto constitucional com o direito à vida, e que qualquer alteração nesse balanço deve ser feita por via legislativa.

Barroso argumenta que o Estado não deve ter o poder de “obrigar a mulher a ter o filho que ela não quer”, já que “as mulheres são seres livres e iguais, dotadas de autonomia, com autodeterminação para fazer suas escolhas existenciais”, mas ele mesmo, por razões insondáveis que seguramente não estão na Constituição, impõe um limite a essas escolhas a partir da 12.ª semana de gestação.

A forma como Barroso decidiu proferir seu voto é a síntese de um estilo: o do magistrado que se vê como pedagogo da Nação.

Ao longo de sua trajetória, o ex-ministro cultivou a ideia de que o Supremo deve “empurrar a História na direção certa”.

📊 Informação Complementar

Mas quem define essa direção?

Ao substituir o debate público pelo monólogo togado, o pretenso iluminismo se transforma em autoritarismo de gabinete.

O ativismo judicial, quando justificado como missão civilizatória, torna-se apenas uma forma sofisticada de despotismo ilustrado.

Questões como o aborto, que tocam a consciência moral de uma sociedade, pertencem ao povo – seja diretamente, por plebiscito, seja por meio de seus representantes eleitos.

A omissão do Congresso, se há, não é desculpa para intervenção judicial; é expressão legítima da prudência democrática.

Tanto pior quando não há omissão nenhuma, como no caso da legislação sobre o aborto.

Barroso sai do Supremo com o brilho de quem fala bonito e o rastro de um juiz que não se resignou a aplicar a lei tal qual ela é, mas a reinventá-la tal qual ele julga que deveria ser.

Sua última decisão simboliza o colapso de uma fronteira que ele próprio ajudou a apagar: a que separa o juiz do político, a toga da tribuna.

Num país de mais de 150 milhões de eleitores, nenhuma biografia, por mais ilustre que seja – ou que se imagine –, tem o direito de substituir o povo.

O Estado de Direito não é o governo dos iluminados – é o governo das leis, e estas só valem quando emanam da vontade soberana da Nação.


Fonte: estadao

23/10/2025 10:36

ShareTweet

Related Posts

Governo considera alocar parte da CAV à autorregulação jornalística

by Iago
28 de janeiro de 2026

O governante referiu, numa audição na Comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, a possibilidade "de reafetação e realocação...

Editorial: ‘Numa república democrática, a adoção de regras claras para autoridades não deveria enfrentar resistência’

by Iago
28 de janeiro de 2026

A rigor, é ocioso todo esse debate em torno da pertinência de um código de conduta para os ministros do...

Avião com delegação do Flamengo voou em círculos antes de pousar em SP

by Iago
28 de janeiro de 2026

Aeronave com delegação do Flamengo voou em círculos a espera de autorização para aterrissar em SP O time rubro-negro está...

Escolas cívico-militares de SP vão começar ano letivo sem uniformes. Veja vídeo

by Iago
28 de janeiro de 2026

Escolas cívico-militares de SP vão começar ano letivo sem uniformes. Veja vídeo Uma semana antes do início das aulas nas...

Mau tempo provoca quatro mortos em Leiria. Cinco no total do país

by Iago
28 de janeiro de 2026

Quatro pessoas morreram no concelho de Leiria na sequência do mau tempo, disse hoje o presidente da Câmara, Gonçalo Lopes,...

Next Post

Gakiya diz que plano para matá-lo era o mesmo que mirou ex-delegado-geral

Como MPSP descobriu plano do PCC para matar coordenador de presídios

TRENDING

Internacional

Trump pressiona Irã por acordo após envio de armada e diz que próximo ataque será ‘pior’

28 de janeiro de 2026
Meio Ambiente

Incumprimento do ruído? “Recorremos da multa porque não é adequada”

28 de janeiro de 2026
POLÍTICA

Governo considera alocar parte da CAV à autorregulação jornalística

28 de janeiro de 2026
Internacional

Trump avisa que frota militar está a caminho do Irão. “Sentem-se à mesa”

28 de janeiro de 2026
POLÍTICA

Editorial: ‘Numa república democrática, a adoção de regras claras para autoridades não deveria enfrentar resistência’

28 de janeiro de 2026
PHP Code Snippets Powered By : XYZScripts.com
No Result
View All Result
  • Inicio
  • POLÍTICA
  • MUNDO
  • TECNOLOGIA
  • SAÚDE
  • ECONOMIA
  • ENTRETENIMENTO
  • SEGURANÇA
  • JUSTIÇA
  • Carnaval
  • VIDA E ESTILO

© 2024 Pensa Povo.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a utilizar este site, você está dando consentimento para o uso de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.