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CPMI terá relatório alternativo de 800 páginas em embate com a direita

22 de março de 2026
in POLÍTICA
Home POLÍTICA
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CPMI terá relatório alternativo de 800 páginas em embate com a direita Relatório paralelo busca contrapor texto de Gaspar, que prevê indiciar integrantes do Executivo e diz basear parecer em “técnica e provas” atualizado Compartilhar notícia Os governistas da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) planejam apresentar um relatório paralelo, com mais de 800 páginas.

A intenção é contrapor o texto do relator, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), que deve pedir o indiciamento de integrantes do Executivo.

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Gaspar afirma a aliados que seu parecer terá mais de 5 mil páginas e 200 indiciados.

🔍 Detalhes Importantes

Ao Metrópoles, o deputado afirmou que o relatório não terá paixões políticas, mas se baseará em “técnica e provas”.

O documento oficial deve ser apresentado aos parlamentares da comissão na quarta-feira (25/3) e votado na reunião seguinte, prevista para quinta-feira (26/3), último dia de funcionamento do colegiado.

A expectativa é de que figuras midiáticas também sejam alvos de pedidos de indiciamento, como o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

💥 Como metropoles Afeta o Cotidiano

CPMI se encerra nesta semana – Governistas articulam relatório paralelo de 800 páginas para contrapor texto de Gaspar; – Relator prevê parecer com mais de 5 mil páginas e diz que se baseará em “técnica e provas”; – Documento será apresentado em 25/3 e votado em 26/3, último dia da CPMI; – Comissão foi marcada por embate político e disputa sobre quebra de sigilo de Lulinha.

Governistas e oposição
A CPMI começou sob forte clima de confronto entre governo e oposição, com disputas sobre a condução dos trabalhos e a narrativa das investigações.

Desde a instalação, os dois lados passaram a medir forças não só no plenário, mas também nos bastidores, antecipando um embate político ao longo de todo o funcionamento do colegiado.

💥 Impacto e Consequências

Um dos primeiros focos de tensão foi a definição dos cargos-chave da comissão.

A oposição articulou maioria para emplacar o senador Carlos Viana (Podemos-MG) na presidência e Gaspar na relatoria, mesmo com outros nomes cogitados e defendidos por aliados do governo.

O embate também se refletiu em decisões do colegiado, como a aprovação, em 26 de fevereiro, da quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”.

O episódio elevou a pressão política e evidenciou a divisão entre base e oposição.

Parlamentares governistas contestaram a decisão e acusaram o presidente da comissão, Carlos Viana, de irregularidade na apuração dos votos.

No ano passado, o colegiado não havia alcançado apoio suficiente para aprovar um pedido de convocação do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O senador rebateu e afirmou que, mesmo nesse cenário, o governo não teria conseguido reverter o resultado, pois o quórum registrado na sessão era de 31 participantes.

Já os governistas sustentaram que esse número incluiu titulares e suplentes no painel e, por isso, não refletiu corretamente o total de votantes.

A decisão acabou judicializada.

Em 14 de março, o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manteve a quebra de sigilo.

No entanto, em 18 de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino suspendeu o ato e cancelou a medida.


Fonte: metropoles

22/03/2026 19:00

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