CPMI do INSS: defensora pública aponta descontos indevidos desde 2019 e em regiões remotas Patrícia Bettin Chaves confirmou padrão de fraudes, alcançando mais vulneráveis e com descontos entre R$ 30 a R$ 90 Brasília|Lis Cappi, do R7, em Brasília LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA Produzido pela Ri7a – a Inteligência Artificial do R7 A defensora pública Patrícia Bettin Chaves afirmou, nesta quinta-feira (28), ter conhecimento de fraudes de entidades associativas contra aposentados e pensionistas desde 2019.
A confirmação foi feita em depoimento à CPMI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
“Pelo que eu tenho conhecimento, os descontos irregulares de entidades associativas ocorrem, pelo menos na Defensoria Pública da União, desde 2019″, disse.
Ela está na DPU desde 2006.
📊 Fatos e Dados
Ao longo das declarações, a defensora também destacou que havia um padrão nos golpes junto ao INSS.
As ações eram direcionadas para os mais vulneráveis, principalmente em regiões remotas, como comunidades indígenas e quilombolas, com descontos que variavam de R$ 30 a R$ 90.
📊 Informação Complementar
“Esses descontos tinham um certo padrão.
Os valores variavam em torno de R$ 30 a R$ 80, R$ 90.
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Se identificou que esses descontos ocorriam em aposentados e pensionistas, em sua grande maioria, pessoas idosas, mais vulneráveis, de baixa renda, ou seja, com benefício de valor mínimo”, afirmou.
A avaliação da defensora, que coordena a Câmara de Coordenação e Revisão Previdenciária da DPU, é de que as ações buscaram vítimas com dificuldade de perceber os desvios, o que dificultaria o acompanhamento das ações.
Veja mais
Investigação e mudanças do governo
A sessão de depoimento da defensora também foi marcada por uma nova composição da CPMI.
O governo atuou para garantir nomes com uma ação mais efetiva dentro da comissão.
A federação composta pelo PT-PCdoB-PV também deixou o bloco de trabalho na Câmara, para garantir que a posição de suplentes não alcance nomes que não sejam aliados ao Planalto.
Os dois movimentos vieram após governistas sofrerem derrota na eleição para presidência do colegiado.
A previsão era que o posto fosse comandado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), mas a eleição deu vitória a Carlos Viana (Podemos-MG), que é crítico ao governo.
Perguntas e Respostas
Quais fraudes foram apontadas pela defensora pública Patrícia Bettin Chaves?
A defensora pública Patrícia Bettin Chaves afirmou que há fraudes de entidades associativas contra aposentados e pensionistas desde 2019.
Ela fez essa afirmação durante seu depoimento à CPMI do INSS.
Qual foi o padrão identificado nas fraudes?
Patrícia destacou que os golpes tinham um padrão, sendo direcionados principalmente para os mais vulneráveis, especialmente em regiões remotas, como comunidades indígenas e quilombolas.
Os descontos variavam entre R$ 30 a R$ 90.
Quem são as principais vítimas dessas fraudes?
As principais vítimas identificadas são aposentados e pensionistas, em sua maioria pessoas idosas, de baixa renda e com benefício de valor mínimo.
Qual é a avaliação da defensora sobre a dificuldade das vítimas em perceber os desvios?
A defensora avaliou que as ações fraudulentas buscavam vítimas que tinham dificuldade em perceber os desvios, o que dificultava o acompanhamento das ações por parte delas.
O que ocorreu durante a sessão de depoimento da defensora?
A sessão foi marcada por uma nova composição da CPMI, com o governo atuando para garantir nomes que pudessem ter uma ação mais efetiva dentro da comissão.
Além disso, a federação composta pelo PT-PCdoB-PV deixou o bloco de trabalho na Câmara para evitar que suplentes não aliados ao Planalto fossem nomeados.
Qual foi o resultado da eleição para a presidência da CPMI?
A eleição para a presidência da CPMI resultou na vitória de Carlos Viana (Podemos-MG), que é crítico ao governo, em vez do senador Omar Aziz (PSD-AM), que era a previsão inicial para o cargo.
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Fonte: r7
28/08/2025 16:05