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Café da manhã sob ataque

14 de julho de 2025
in ECONOMIA, Internacional, POLÍTICA
Home ECONOMIA
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Outro dia, vi um vídeo em que uma lata antiga do Exército americano era aberta como se fosse um tesouro: dentro dela, uma porção de café solúvel, três cubos de açúcar e três balas de fruta; em uma segunda camada, quatro biscoitos.

Um conteúdo modesto aos olhos de hoje.

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Mas, embalada com capricho, essa refeição compacta chamada “ração C” era um banquete para os soldados na Segunda Guerra.

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Ela compunha seu café da manhã e permitia que enfrentassem o front com disposição.

Mais do que nutrição e energia, a refeição matinal renova a cada dia o ânimo para encarar as obrigações, nas trincheiras ou fora delas.

Certamente esse aspecto subjetivo não escapou a quem teve a ideia de pôr na lata cigarros e chiclete — fumar ainda era um hábito aceito e valorizado.

💥 Como veja Afeta o Cotidiano

A ideia talvez fosse evocar o conforto de um despertar em família, quando sobre a mesa se põe não só comida, mas o afeto que motiva cada um a sair para seus afazeres.

Não à toa é tão comum nos filmes de Hollywood a cena da mãe preparando com carinho o alimento matutino dos filhos.

Leio na revista The Atlantic, contudo, que o típico café da manhã americano está em extinção.

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O motivo pelo qual as pessoas estão deixando de consumir o combo café-ovos-bacon-suco é em parte econômico, explica o artigo.

Na campanha eleitoral, o agora presidente Trump já falava do preço elevado do bacon; com a alta dos ovos e as tarifas de importação que afetam o café e a laranja, a refeição não é mais tão acessível.

Eu diria, porém, que o fenômeno tem mais a ver com novos hábitos culturais, que não se limitam aos Estados Unidos.

Estudos já indicam o declínio da refeição matinal em vários outros países.

Seja porque as pessoas têm pressa, seja porque abraçam modas como o jejum intermitente, essa etapa vem sendo pulada.

“O ideal é a moderação: alimentação balanceada todos os dias, sem saltar refeições” Até mesmo o conteúdo das rações enviadas a militares em missão se modificou, incluindo agora produtos como barras hipercalóricas e bebidas com eletrólitos.

De certa forma, isso reflete as mudanças do mundo civil, em que o pragmatismo substituiu o toque caseiro de outra era.

A língua ainda não registra a simplicidade crescente que a refeição matinal vem assumindo mundo afora.

Ao contrário, os diversos idiomas dão pistas do peso que ela tem — ou teve.

No nosso vocabulário, sublinhamos o papel central do café como bebida nacional, mesmo quando não o tomamos.

Já em Portugal, é comum dizer “pequeno almoço”, exatamente o mesmo que o petit déjeuner dos franceses.

Na terrinha ou aqui, também se pode dizer “desjejum”: o termo soa mais técnico, porém é gêmeo do breakfast, utilizado nos países de língua inglesa, e do desayuno, dos hispânicos.

Nesses três termos, a língua faz o papel de nos lembrar a importância de quebrar o jejum, de voltar a se alimentar após as longas horas entre o fim do jantar e o toque do despertador.

📊 Informação Complementar

Mas começar o dia com uma refeição farta, independentemente do nome que se dê a ela (como um brunch no fim de semana), tornou-se um luxo para muitas pessoas.

Talvez esse apreço pela fartura ocasional reflita, na verdade, o que perdemos no cotidiano.

O ideal, digo sempre, é a moderação: uma alimentação balanceada todos os dias, sem saltar refeições.

Tomar café da manhã não é uma perda de tempo, mas um rito matinal, no qual se dá as boas-vindas ao dia que temos pela frente.

Publicado em VEJA de 11 de julho de 2025, edição nº 2952


Fonte: veja

14/07/2025 08:57

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