"A polícia deteve o alegado traficante de pessoas Yitabarek Dawit Alemu na cidade de Shire, região de Tigray (norte)", comunicaram as autoridades na rede social Facebook.
As autoridades afirmaram que recolheram declarações de mais de cem vítimas e familiares, tanto dentro da Etiópia como em países como Líbia, Sudão, Bélgica, Reino Unido, Canadá, Noruega, Países Baixos, Luxemburgo e Suíça.
Alemu usava diferentes nomes como Paulos Dawit Welday, Adhanom, Ahmed (no Sudão), Munir (na Somália, Djibuti e Quénia) ou Kibrom (na Suécia e outros países europeus) e atuava em grupo.
📌 Pontos Principais
O grupo, ativo desde 2010, costumava sequestrar jovens da Etiópia, Sudão, Eritreia, Djibuti, Quénia e Somália, e transferia-os para um dos seus cinco armazéns na Líbia, onde os mantinha como reféns para receber dinheiro das suas famílias.
Assim, conseguiram arrecadar cerca de 3.000 milhões de birr etíopes (quase 17 milhões de euros).
A investigação mostrou que as vítimas que não pagavam recebiam apenas uma porção de comida por dia, eram amarradas pelas extremidades, espancadas com bastões e varas elétricas, e inclusive submetidas a torturas severas.
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"Muitas pessoas morreram, sofreram lesões físicas, foram violadas e sofreram graves danos físicos e psicológicos", acrescentou a polícia etíope.
Após as detenções, as autoridades congelaram os bens e as contas bancárias dos suspeitos e de outros que ainda continuam em liberdade.
A missão ocorreu após uma complexa investigação criminal transfronteiriça levada a cabo pela Polícia Federal Etíope em cooperação com o Centro Operativo Regional de Apoio ao Processo de Cartum, uma organização que trabalha para combater o tráfico de pessoas na região da África Oriental.
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Fonte: noticiasaominuto
06/04/2026 15:17











