Com 96,9% dos votos apurados, o Tisza, partido opositor, conquistou uma maioria de mais de dois terços, alcançando 138 dos 199 lugares no parlamento, enquanto o partido no poder obteve apenas 55 lugares, e o partido de extrema-direita Nossa Pátria conquistou seis mandatos.
No Centro de Defesa Bálna, na margem do rio Danúbio no lado Peste da capital húngara, onde o Fidesz realizou a noite eleitoral, o desalento reinava entre os apoiantes.
Uma vitória com uma maioria de dois terços — que permite, por exemplo, fazer alterações à Constituição -, "é um grande perigo", considerou Marton, 54 anos.
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"São uns principiantes, não fizeram nada para chegar ao poder", criticou, afirmando-se "assustado".
Para este apoiante do partido derrotado, a única coisa que uniu a oposição foi "o ódio ao governo de Orbán e ao pensamento conservador".
"Estou desiludido e muito chateado.
🧠 Análise da Situação
Esperava uma vitória, talvez não por muito, mas estava otimista", comentou à Lusa Thommas, 28 anos.
Sobre o que espera do novo governo do Tisza, sublinhou que a Hungria é "um país conservador" e o próximo executivo não deve reverter medidas tomadas em áreas como as migrações e política de género.
"Viktor Orbán e o Fidesz construíram este país, muito além do que podiam.
🌍 Contexto e Relevância
Fizeram um ótimo trabalho, mesmo cometendo erros", referiu.
Para o apoiante, Orbán era "o último travão contra a Ucrânia, a guerra, a propaganda de género e as migrações".
Thommas acredita no entanto que o Fidesz regressará ao poder: "Daqui a quatro anos, voltamos", afirmou.
Luis, um mexicano que acabou de obter cidadania húngara, disse estar receoso com a transição.
O jovem de 25 anos, cujo bisavô era húngaro, relatou que foi "muito simples" obter cidadania húngara.
"Este país é muito seguro, posso andar na rua às duas ou três da manhã, ao contrário de outros países ocidentais, e espero que isso não mude", comentou.
Questionado por que motivo apoia o Fidesz, destacou que Viktor Orbán sempre cultivou "muito boas relações" com o México.
No local, nem todas as pessoas que ali se encontravam eram apoiantes do Fidesz.
Vários jovens tiravam fotos, animados.
"Viemos fazer turismo de catástrofe", disseram à Lusa.
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Fonte: noticiasaominuto
13/04/2026 01:16











