Os Estados Unidos atacaram a Venezuela com bombardeios em Caracas Presidente americano confirmou bombardeios e prisão de Maduro em sua rede social; ditadura chavista decreta estado de emergência por ‘ofensiva imperialista’.
Crédito: APVideoHub
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Os Estados Unidos atacaram a Venezuela na manhã deste sábado, 3, com bomberdeios em Caracas e a prisão do ditador Nicolás Maduro.
Ainda não há informações sobre a quantidade mortos e feridos.
O presidente americano, Donald Trump, confirmou a ação militar e afirmou que mais detalhes serão apresentados em uma coletiva de imprensa às 13h (horário de Brasília), em Mar-a-Lago, na Flórida.
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A ditadura venezuelana afirmou que bombardeios atingiram várias regiões do país, incluindo a capital, Caracas, e afetaram a população civil.
Disse também que anunciou o “desdobramento massivo” de armas para a “defesa”.
Políticos brasileiros repercutem ataque: ‘tchau querido’ e ‘ação gravíssima e inaceitável’ A polarização entre os políticos brasileiros de direita e esquerda foi acentuada neste sábado, 3, após a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
💥 Impacto e Consequências
Os bolsonaristas puxaram a trend “tchau, querido”, em referência a Maduro, enquanto governistas alertaram para a ação militar “gravíssima e inaceitável” na região.
Exército brasileiro monitora situação em Caracas
O Exército brasileiro monitora a situação na Venezuela e mantém tropa mobilizada na fronteira com o país, em Roraima, após o ataque dos Estados Unidos.
A primeira avaliação de militares brasileiros é a de que a ação norte-americana foi pontual, para captura do líder venezuelano, e sem maiores repercussões operacionais ao Brasil.
O aumento do número de refugiados chegando ao Brasil é uma consequência esperada após a ação militar dos EUA no território venezuelano, mas ainda não foi notado fluxo atípico de imigrantes deixando a Venezuela a partir de Santa Elena de Uairén, cidade vizinha da brasileira Pacaraima (RR).
Lula convoca reunião de emergência
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se manifestar por meio de nota do governo federal sobre a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro.
Mas antes está recebendo um panorama amplo que envolve análise da diplomacia, de militares e da área política internacional do próprio Palácio do Planalto.
Desde as 5h da manhã estão ocorrendo reuniões.
E foi convocada uma reunião de emergência, que será às 10h, segundo fontes palacianas.
Leia na Coluna do Estadão Ministro da Saúde brasileiro diz que ataque americano impacta o Brasil O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou neste sábado, 3, o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na prisão do ditador Nicolás Maduro.
Segundo ele, crises como essa têm “o impacto é múltiplo para o nosso povo e sistema de saúde”.
“Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio.
Guerra mata civis, destrói serviços de saúde, impede o cuidado às pessoas”, escreveu no X.
O governo Lula ainda não se pronunciou oficialmente.
Senador americano diz que não há planos para novos ataques
O senador americano Mike Lee, citando o secretário de Estado Marco Rubio, disse que não há planos de novos ataques ao território venezuelano.
Rubio “não prevê mais ações na Venezuela agora que Maduro está sob custódia dos Estados Unidos”, escreveu Lee, um republicano que inicialmente foi crítico da operação, após afirmar que havia conversado com o chefe da diplomacia americana.
Governos e líderes mundiais repercutem ação americana O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou “profunda preocupação” com os relatos sobre explosões na Venezuela e afirmou que rechaça “qualquer ação militar unilateral” que possa agravar a tensão na região ou “colocar em risco a população civil”.
O Irã, aliado da Venezuela, condenou ataque militar dos EUA à Venezuela “como uma violação flagrante de sua soberania nacional e integridade territorial”.
O Ministério das Relações Exteriores iraniano pediu ao Conselho de Segurança da ONU que “aja imediatamente para interromper a agressão ilegal” e responsabilize os culpados.
Já o presidente argentino, Javier Milei, aliado de Trump, celebrou o anúncio da captura de Maduro, como “um avanço da liberdade”.
O presidente do Chile, Gabriel Boric, condenou pela rede social X o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela e pediu uma saída pacífica para o conflito.
“Como Governo do Chile, expressamos nossa preocupação e condenação pelas ações militares dos Estados Unidos que estão ocorrendo na Venezuela e fazemos um apelo para buscar uma saída pacífica para a grave crise que afeta o país”, diz na publicação.
A Espanha também defendeu o Direito Internacional e fez um apelo “à desescalada e à moderação”.
O governo espanhol se colocou à disposição para mediar o conflito.
“A Espanha está disposta a colocar seus bons ofícios à disposição para alcançar uma solução pacífica e negociada para a crise atual”, declarou em nota.
Leia também Venezuela decreta estado de emergência por ‘ofensiva imperialista’ A Venezuela afirmou neste sábado, 3, que os bombardeios dos Estados Unidos ocorridos em várias regiões do país, incluindo a capital, Caracas, atingiram a população civil, ao mesmo tempo em que anunciou o “desdobramento massivo” de armas para a “defesa”.
O ministro do Interior, Diosdado Cabello, considerado um dos principais executores do regime, pediu calma em um pronunciamento televisionado.
📊 Informação Complementar
“Que ninguém se desespere.
Que ninguém facilite as coisas para o inimigo invasor”, disse ele.
Cabello também afirmou, sem apresentar provas, que bombas atingiram prédios civis.
Diante da situação, a ditadura de Nicolás Maduro declarou estado de emergência por causa do que chama de “ofensiva imperialista” dos EUA.
A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou em um áudio divulgado em redes de televisão e rádio que o paradeiro de Maduro e Cilia Flores é desconhecido e pediu por uma prova de vida do ditador e sua esposa.
Rodríguez reiterou que os “planos de defesa integral da nação” permanecem ativos.
“Forças invasoras (…) profanaram nosso solo sagrado nas localidades de Fuerte Tiuna, Caracas, nos estados Miranda, Aragua e La Guaira, chegando a atingir, com seus mísseis e foguetes disparados de helicópteros de combate, áreas urbanas de população civil”, disse o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López.
Pela Constituição venezuelana, em caso de queda de Maduro o poder passaria para Delcy Rodríguez, responsável pela política econômica.
Mas, dada as circunstâncias, não está claro quem acabaria no comando.
Os Estados Unidos não reconhecem Maduro como presidente legítimo, e a oposição venezuelana afirma que o presidente de direito é o político exilado Edmundo González Urrutia.
Bombardeios aparecem em vídeo Vídeos que circulam nas redes sociais mostram helicópteros das Forças de Operações Especiais dos EUA sobrevoando Caracas durante a madrugada deste sábado, enquanto múltiplas explosões iluminam o céu da capital venezuelana.
Segundo relatos não confirmados, as aeronaves seriam helicópteros CH-47G Chinook, projetados para operações secretas, e teriam atuado durante ataques que, segundo o governo venezuelano, atingiram os estados Miranda, Aragua e La Guaira, além de Caracas.
No começo da madrugada múltiplas explosões atingirem a capital, Caracas, e outras regiões do país durante a madrugada.
Trump confirma ataque e prisão de Maduro O presidente americano, Donald Trump, confirmou a ação militar em sua rede social, a Truth Social, e afirmou que mais detalhes serão apresentados em uma coletiva de imprensa às 13h (horário de Brasília), em Mar-a-Lago, na Flórida.
“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea.
Essa operação foi realizada em conjunto com forças de aplicação da lei dos Estados Unidos”.
Fonte: estadao
03/01/2026 09:59











