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A ‘Primavera Persa’ vai derrubar os aiatolás? Entenda no vídeo

15 de janeiro de 2026
in Internacional
Home Internacional
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A repressão aos protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei já deixou mais de 3,4 mil mortos no Irã.

As manifestações, que começaram no fim de dezembro, com uma greve convocada pelos comerciantes do Grã-Bazar de Teerã, foram causadas pelo aumento desenfreado da inflação e do custo de vida no país, decorrentes das sanções impostas pelos EUA ao programa nuclear persa.

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Historicamente, o bazar é um dos principais atores políticos do Irã.

Quando seus lojistas estão descontentes, essa raiva costuma se espalhar.

Foi assim em 1979, quando o aiatolá Khomeini derrubou o governo do xá Reza Pahlevi e instaurou a revolução islâmica.

Quando as lojas do Grã-Bazar não abriram, um rastilho de pólvora acendeu o Irã.

Os gritos de “Morte ao Ditador” e “Morte a Khamenei” foram ouvidos não só em Teerã, mas em outras cidades importantes como Isfahan, Shiraz e Tabriz, e até em vilas e povoados menores.

🔍 Detalhes Importantes

O aiatolá respondeu como sempre responde quando protestos ameaçam o seu poder: com uma repressão brutal.

A internet foi cortada em todo o país e o número de mortos subiu exponencialmente.

De 50 no começo do ano, para mais de 3000 em apenas duas semanas.

O aumento da violência chamou a atenção da comunidade internacional.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump começou a pressionar o regime e apoiar os manifestantes iranianos.

Além de não descartar uma operação militar contra o Irã, Trump impôs uma tarifa de 25% a países que fazem comércio com os aiatolás.

A importância estratégica do Irã
O Irã é berço de uma civilização milenar, que precede não só a revolução xiita como o próprio Islã.

A língua persa une as diversas etnias que compõem o mosaico de povos do país: curdos, baluchis, azeris, árabes, persas e armênios.

Rico em petróleo e outros recursos naturais, o Irã também conta com uma posição geoestratégica de enorme importância na Ásia.

Desde a Antiguidade, o Irã é um ponto de trânsito estratégico entre o Oriente Médio, a Rússia, a Ásia Central e a Índia.

No século 19, britânicos e russos duelaram por influência sobre a monarquia persa.

De um lado, os britânicos queriam proteger suas possessões coloniais na Índia.

Do outro, os russos queriam, como de certa maneira querem até hoje, uma saída facilitada para portos em águas quentes.

Com a descoberta de petróleo e a Segunda Revolução Industrial, a importância da Pérsia apenas cresceu ao longo do século 20.

Em 1953, EUA e Reino Unido patrocinaram um golpe de Estado contra o premiê Mohamed Mossadegh, que pretendia nacionalizar os campos de petróleo operados pelos britânicos.

A monarquia foi restaurada e impôs um regime aberto ao Ocidente, mas feroz com a dissidência.

O grande e o pequeno Satã
Com a revolução xiita do Khomeini, o Irã elegeu dois inimigos mortais: os EUA (o grande satã) e Israel (o pequeno satã).

Mas na verdade, apesar de toda a retórica agressiva, a grande agenda ideológica dos aiatolás é expandir a influência xiita no Oriente Médio.

Por isso, o Irã entrou em guerra com o Iraque, apoiou a criação do Hezbollah, e, mais recentemente, criou o chamado eixo da resistência, que conta, além da milícia libanesa, com a Sìria do Bashar Assad, os houthis do Iêmen grupos xiitas do Iraque, e, claro, o Hamas, na Faixa de Gaza.

A resposta de Israel e um novo cenário A maioria dos analistas acredita que o Irã teve um papel nos ataques de 7 de outubro porque não era do interesse do regime que Israel se aproximasse das monarquias sunitas do Golfo, como parecia que ia acontecer devido aos acordos de Abraão, entre israelenses, Emirados Árabes e outros países.

Após os ataques, no entanto, Israel reagiu com operações militares contra praticamente todo esse eixo da resistência, que ficaria ainda mais enfraquecido com a queda de Bashar Assad, na Síria.

O ápice dessa expansão militar israelense ocorreu em junho do ano passado, quando, ao lado dos americanos, Tel-Aviv atacou o programa nuclear iraniano.

Entenda a crise no Irã
Problemas internos e externos
Sem aliados regionais, e com a economia em frangalhos, o regime está sob a maior pressão desde 2009.

e a desigualdade entre a elite do regime e a população é cada vez maior.

Isso acontece porque no Irã, existem duas economias.

A do povo e a do regime.

E elas são completamente diferentes.

A Guarda Revolucionária controla grande parte da economia iraniana, sobretudo os setores de infraestrutura, transporte, frete, construção e petróleo.

É como se um Exército leal ao aiatolá tivesse um cartel de empreiteiras.

Com isso, eles têm acesso a taxas preferenciais de câmbio, contratos sem licitação e outras benesses, e acabam parasitando boa parte das oportunidades econômicas do país.

Só na gestão do petróleo, estima-se que a Guarda receba o equivalente a US$ 13 bilhões da receita total das exportações.

📊 Informação Complementar

No campo militar, a Guarda Revolucionária ainda conta com armas de ponta, tropas de elite e participa da gestão do programa nuclear.

Do outro lado, o da economia real, o PIB do Irã tem caído, em média, 0,6% ao ano.

Mais de 10 milhões de iranianos caíram na pobreza na última década, e 40% da população está perto disso, segundo o Banco Mundial.

O que pode acontecer
Em meio a essa dicotomia, a queda no regime depende de uma combinação de fatores.

Parte da cúpula de segurança precisa romper com o regime e parar de reprimir os manifestantes.

Sem uma cisão no aparato de regime, isso não vai acontecer.

Em paralelo, a erupção de ódio contra os aiatolás, hoje profundamente desorganizada e centralizada, precisa de uma liderança e de uma organização.

Dificilmente essa liderança caberá ao herdeiro do xá, radicado há décadas nos EUA, desconhecido de uma população composta por 50% de jovens e lembrança viva de um regime tão brutal quanto o atual.

Por que o Irã é o coração dos conflitos no Oriente Médio?

Nos últimos anos, o mundo viu uma escalada dos conflitos no Oriente Médio, e o Irã esteve envolvido com todos os focos de tensão na região.

O plano do regime, de ampliar a repressão e isolar os manifestantes por meio do desligamento da internet, tem como objetivo exatamente dificultara formação de lideranças e vencer os manifestantes pelo cansaço.

Além disso, a troca de regime em Teerã também provocaria uma instabilidade que não interessa a nenhum dos grandes países árabes da região.

Turquia, Arábia Saudita e Catar, por mais que tenham ressalvas à revolução xiita, veem hoje o Irã como uma espécie de anteparo estratégico a um Estado de Israel cada vez mais agressivo no Oriente Médio.

Sem os aiatolás, e com um Donald Trump imprevisível, essas monarquias do Golfo passariam a ver Binyamin Netanhyahu com cada vez mais desconfiança.


Fonte: estadao

15/01/2026 12:28

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