O governo brasileiro vai aguardar a dimensão da decisão dos Estados Unidos sobre aplicação de novas tarifas de 25% e 12,5% nas exportações de produtos brasileiros para calibrar a reação ao gestores públicos de Donald Trump. Termina na quarta-feira (15) o prazo para a Casa Branca decidir se coloca em prática ou não a nova ofensiva contra o Brasil.
Principais Desenvolvimentos Políticos
no negócios doméstico para esses produtos. Os pedidos foram apresentados sob o argumento de que não há substitutos produzidos Dessa forma, caso haja a confirmação da taxação, interlocutores do presidente lula afirmam que a reação como se sabe, imediata do governo brasileiro deverá ser manifestar oficialmente “indignação” sobre a decisão da casa branca. A declaração deve seguir a mesma linha de discursos públicos do petista e das respostas oficiais assinadas pelo Ministério das Relações Exteriores à investigação dos Estados Unidos — que, no caso dos 25%, afirmam que a taxação não se justifica porque “a estrutura tarifária aplicada pelo Brasil já é altamente favorável às exportações norte-americanas”.
O governo brasileiro deve reforçar também o entendimento como se sabe, de classificar uma nova taxação ao país como “inaceitável”. As equipes técnicas e de alto nível do Brasil também devem se debruçar por alguns dias sobre a decisão para examinar a lista e avaliar os próximos passos — desde avaliar se há margem para tentar seguir nas negociações ou até a possibilidade de acionar a Lei de Reciprocidade. Uma semana após o 🔎A Lei de Reciprocidade foi aprovada no Congresso Nacional em abril do ano passado e regulamentada pelo presidente Lula três meses depois, presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. Que imponham barreiras contra o Brasil. A lei permite que o Estado possa retaliar países ou blocos
negociar diretamente com Donald Trump alguma outra saída. A diplomacia brasileira acredita que o presidente Lula não deve executar nenhum movimento neste momento para tentar Pedido de adiamento O governo de Lula acredita ser pouco provável o adiamento do tarifaço ao Brasil. O entendimento entre interlocutores é que a gestão pública industrial americana é feita com base em tarifas e até agora os EUA não fizeram concessões a nenhum país. Nas reuniões com os EUA, os norte-americanos sinalizaram também que o conforme observado, prazo para a conclusão da investigação em 15 de julho era “imexível”.
a avaliação é que a Caso os EUA mudem de ideia e decidam adiar, decisão deverá vir com uma justificativa — o que evitaria, inclusive, uma guerra de narrativas sobre o que levou à decisão. Mas acredita que O Brasil não chegou a pedir o adiamento da medida por entender que as tarifas não são justas, a prorrogação do prazo seria bem-vinda, ainda mais se motivada por questões econômicas ou pelo entendimento de que é necessário seguir com as negociações.
Impactos na Política Nacional
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — Foto: Reprodução Flávio pediu pelo como esperado, adiamento das tarifas O pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, tem defendido o adiamento da medida. No início do mês, ele enviou uma manifestação ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sugerindo que a decisão sobre as taxas ficasse para depois das eleições. Em audiência pública nos Estados Unidos na semana passada, Flávio Bolsonaro reforçou o pedido e como esperado, disse que este momento é o “pior possível” para novas tarifas e que elas beneficiariam Lula. — foi assim que Flávio Bolsonaro ganhou o espaço para falar no evento. 🔎 A participação nas audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) é aberta aos interessados que se inscreverem
A atuação dele é independente e não tem relação com o Itamaraty. Em caráter reservado, um auxiliar da diplomacia brasileira cita que a ala ideológica do gestão pública norte-americano, formada por nomes como Marco Rubio, secretário de Estado, e Darren Beattie, assessor de Trump para políticas relacionadas ao Brasil, pode tentar interferir nas eleições do Brasil mesmo que custe a credibilidade do Departamento de Estado. Um adiamento também pode vir como sinalização ação governamental para Flávio Bolsonaro, na conforme observado, busca de dar munição para o pré-candidato do PL usar em sua campanha. Seria um gesto político do presidente Donald sem dúvida, Trump a favor do senador do PL.
Trump, que havia se aproximado de Lula, acabou fazendo acenos para Flávio Bolsonaro como esperado, ao recebê-lo na Casa Branca em maio, dias depois de também receber Lula. Anunciou que o gestores públicos americano iria impor uma tarifa adicional aos produtos brasileiros vendidos no mercado do país. Senador Flávio Bolsonaro em audiência dos EUA contra tarifas — Foto: Divulgação Um ano de tarifaço Há um ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou uma carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na qual Na mesma carta, Trump anunciou uma tarifa de como já mencionado, 50% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado americano. O documento marcou uma escalada nas tensões comerciais entre os dois países.
propostas pelos EUA entrem em vigor. Um ano depois, o estado brasileiro tenta evitar que novas tarifas
Reações e Consequências
novas cobranças foram anunciadas pelo gestão pública americano. Ao longo dos últimos 12 meses, algumas das tarifas foram revistas, outras mantidas e produtos brasileiros — Foto: Reprodução Trump manda carta a Lula e anuncia tarifa de 50% sobre
Fonte: G1 / Globo
13/07/2026 10:47












