Oito desafios para a São Paulo dos próximos anos | #150 Crédito: Edição: João Abel | Imagens: Bruno Nogueirão/sem dúvida, e Motion Array Gerando resumo Após um período de expansão, a adoção da tarifa zero tem desacelerado pelo Brasil. Recentemente o ritmo de crescimento tem caído. Em uma década, o número de cidades com gratuidade universal foi de 26 para 146, mas
Principais Desenvolvimentos Políticos
O valor é de R$ 1 e R$ 0,50 para estudantes. Benefícios tarifários para grupos específicos de usuários. Já em Monte Mor, a gratuidade universal foi substituída por um modelo de concessão de “Não é fácil colocar essa política em prática na maioria dos municípios brasileiros”, diz Marcus Quintella, diretor executivo da FGV Transportes do Rio de Janeiro. Cujo orçamento municipal é “Exceto por aqueles, como Maricá (RJ), reforçado por recursos provenientes de royalties do petróleo.” Hoje, entre os municípios com tarifa zero, há 14 cidades com mais de cem mil habitantes, entre elas São Caetano do Sul.
porém, vai restringir o acesso A cidade do ABC paulista, ao benefício a partir de 15 de julho somente aos moradores e outros grupos específicos. Isso porque houve uma explosão na demanda: sem dúvida, de 20 mil para 80 mil passageiros diários. “Isso resultou na queda da qualidade do serviço, com ônibus lotados e reclamações dos usuários”, diz o prefeito Tite Campanella (Republicanos). Em, como São Paulo, a tarifa zero se restringe aos domingos. A Câmara Municipal rejeitou em Em Belo Horizonte, que também adota o passe livre dominical, 2025 a gratuidade universal após uma proposta de bancar a medida com nova taxa cobrada das empresas.
a elevada estrutura operacional elevam os custos do sistema”, afirma. Nos grandes centros urbanos, diz Christovam, o volume de passageiros, a extensão territorial, a necessidade de maior oferta de frota e Segundo ele, há quatro principais motivos que dificultam a tarifa zero: – Dificuldade fiscal: em algumas cidades que adotaram a tarifa zero, os recursos destinados ao transporte começaram a competir com investimentos em áreas também essenciais, como saúde, educação, assistência social e infraestrutura urbana. – Maior demanda: a eliminação da cobrança de tarifa altera os padrões de deslocamento. Observa-se aumento do número de viagens curtas, esporádicas e realizadas nos períodos de entrepico, além da incorporação de novos usuários ao sistema.
Impactos na Política Nacional
– Falta de fontes complementares de receita: poucos municípios criaram mecanismos alternativos de financiamento, como esperado, como fundos específicos de mobilidade, receitas acessórias, contribuições urbanísticas ou participação de outros entes federativos. A dependência exclusiva do orçamento municipal torna o modelo bastante vulnerável. Combustíveis, peças, seguros e manutenção da frota. – Elevação de custos operacionais: o transporte público enfrenta pressões permanentes decorrentes do aumento de salários, Sem estrutura de financiamento diversificada, a como esperado, capacidade de absorver esses aumentos fica limitada.
“A gestão municipal precisa saber de forma clara quanto custa o serviço, o valor para manter a qualidade e, quando houver aumento de demanda, quantos ônibus serão necessários incluir na frota. Sem esses dados, não é possível adotar o programa”, afirma Gustavo Balieiro, mestre em Transporte pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Segundo análises recentes, manter a eficiência do serviço é essencial para atrair o passageiro, segundo o especialista. É tão insatisfatório que nem de graça serve”, acrescenta. “Se a demanda aumentar muito e a qualidade do serviço cair, muita gente pode alegar que o transporte público
de entrega”, afirma Quintella, da FGV. “A tarifa zero tem avançado mais na retórica do que na análise das condições federal – é uma das estratégias para viabilizar a gratuidade parcial sem desequilibrar as contas públicas. Para Antonio Clóvis Pinto “Coca” Ferraz, professor da Escola de Engenharia de São Carlos, da USP, a isenção de tarifa focada em grupos de menor renda – como os inscritos no Cadastro Único do governo Também é saída, de acordo com ele, usar recursos de estacionamentos públicos ou redirecionar parte do dinheiro hoje usado pelas empresas no vale-transporte. Segundo especialistas, outra solução é mudar a remuneração dos contratos das empresas de ônibus: levar em conta a oferta de ônibus, e não a demanda (pagamento por passageiro transportado).
Esse debate tem ganhado mais força no pós-pandemia diante da queda de usuários do transporte público.
Reações e Consequências
Os motivos dessa mudança de comportamento ainda não estão completamente mapeados, mas entre as principais explicações estão a expansão do transporte por aplicativo, o crescimento do uso de carros e motos particulares e o crescimento do comércio online.
Fonte: Estadão
13/07/2026 10:46












