A Polícia Federal (PF) revelou que o perito criminal João Cláudio Nabas produziu dois arquivos intitulados ‘Moraes.pdf’ e ‘Toffoli e esposa.pdf’ a partir de citações aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
Agora, uma pergunta chama a atenção: como isso aconteceu?
A PF informou ao ministro André Mendonça que Nabas acessou o extrato do celular de Vorcaro em 1º de dezembro e produziu os arquivos três dias depois.
📌 Pontos Principais
Essas informações foram obtidas por meio dos registros do usuário de Nabas no sistema da própria PF.
A investigação sobre o vazamento afirma que Nabas acessou a extração do celular de Vorcaro em 1º de dezembro e, três dias depois, produziu dois arquivos intitulados ‘Moraes.pdf’ e ‘Toffoli e esposa.pdf’.
Esses documentos compilavam diálogos e menções aos dois ministros.
📊 Fatos e Dados
A PF ressalta no inquérito que os profissionais de imprensa e detentores do direito constitucional à preservação do sigilo da fonte não fazem parte do objeto da apuração, mas somente o crime de violação de sigilo funcional por parte de servidores públicos.
O caso envolve relações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com Vorcaro.
A Operação Compliance Zero foi liderada pelo perito criminal João Cláudio Nabas, que foi convocado para auxiliar a equipe em novembro do ano passado.
A Polícia Federal afirma que o vazamento de informações sobre os arquivos é uma violação grave da lei e pode ter consequências graves para os envolvidos.
A investigação continua aberta.
O ministro Alexandre de Moraes foi classificado como 'erro crasso' por Gilmar Mendes, enquanto o relato sobre proposta de 'delação seletiva' foi considerado um erro pelo próprio Gilmar Mendes.
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