Os sobreviventes dos terremotos que atingiram a Venezuela ainda tentam lidar com o trauma de quem viu prédios desabarem em segundos, ficou preso sob os escombros ou perdeu familiares na tragédia.
Na cidade de Laguaira, uma das mais atingidas, o pescador Osvaldo conseguiu escapar ao lado da neta, mas perdeu o sobrinho, que morava no primeiro andar de um prédio destruído.
'Desci as escadas correndo com a minha neta.
Tenho um sobrinho que mora no primeiro andar e não foi encontrado.
🔍 Detalhes Importantes
Muita gente morreu.
Saíram seis ou sete pessoas vivas.
📊 Informação Complementar
É um pesadelo', contou.
A venezuelana Carmen, conhecida como Tielita, também sobreviveu ao desabamento do edifício onde estava hospedada temporariamente.
Ela conta que o primeiro tremor já foi intenso, mas o segundo foi ainda mais forte.
'Eu abracei o batente da porta da cozinha.
Começou um movimento forte e logo depois outro mais forte ainda.
Percebi que o prédio estava desmoronando', relembra.
Depois do colapso da construção, Tielita permaneceu cerca de cinco horas presa de bruços entre os escombros, com ferimentos nos braços e nas pernas.
'Quando tudo parou de tremer, ficou escuro e havia muito pó.
Eu disse para mim mesma: 'Estou viva'.', ela conta.
Ela só conseguiu pedir socorro quando ouviu vozes do lado de fora.
Segundo a sobrevivente, nas primeiras horas após o desastre não havia equipes oficiais de resgate no local.
'Seis horas depois do terremoto, ainda não tinha aparecido nenhum bombeiro, nenhum policial.
Só pessoas procurando por conta própria os seus parentes.',
Resgate improvisado
As informações repassadas por Tielita chegaram ao primo, Jesus Alberto, o Beto, que percorreu atalhos de motocicleta até o local do desabamento.
A situação é desesperadora, com muitas pessoas ainda sobrando sem ajuda.
O governo venezuelano tem sido criticado por sua lentidão e falta de preparação para responder a emergências.
O terremoto que atingiu a Venezuela foi uma das mais devastadoras da região em décadas, matando milhares de pessoas e deixando milhões sem abrigo.
A situação é crítica, com muitos mais feridos esperando ajuda.
A comunidade internacional está se mobilizando para ajudar o país afetado, mas a situação é complexa e requer uma resposta coordenada.
A Venezuela precisa de ajuda urgente, não apenas financeira, mas também em termos de recursos humanos e materiais.
O governo deve tomar medidas imediatas para garantir que as vítimas recebam o apoio necessário.
A situação é grave, mas não é insuperável.
Com a ajuda da comunidade internacional e do governo próprio, é possível superar essa crise e reconstruir um futuro melhor.
Mas enquanto isso, muitas pessoas continuam na desesperança, sem saber quando vão encontrar comida, abrigo ou ajuda médica.
É hora de agir, antes que seja tarde demais.
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