O corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Mauro Campbell Marques, quer que cinco tribunais enviem informações atualizadas sobre os depósitos judiciais que mantêm no Banco de Brasília (BRB).
A instituição está envolvida até o pescoço no escândalo do Banco Master, mas está com cerca de R$ 30 bilhões em depósitos judiciais, um dinheiro que não pertence aos órgãos, mas a pessoas físicas ou empresas com processos em andamento nos Tribunais de Justiça (TJs) do Distrito Federal, da Bahia, de Alagoas, do Maranhão e da Paraíba.
A preocupação do ministro, com toda razão, é que os valores sejam perdidos caso o BRB venha a ser liquidado, o que não parece mais algo tão improvável.
🔄 Atualizações Recentes
Dada a situação cada vez mais difícil do BRB, o leitor talvez se pergunte por que razão os Tribunais de Justiça de Bahia, Alagoas, Maranhão e Paraíba escolheram o banco do Distrito Federal para fazê-lo.
E o motivo, segundo eles mesmos, foi o rendimento que o BRB estava disposto a pagar sobre esses depósitos, em alguns casos mais que o dobro do oferecido por BB e Caixa.
Qualquer investidor sabe que remunerações mais altas implicam riscos mais elevados.
💥 Impacto e Consequências
A questão é que a taxa de retorno sobre esses depósitos não iria para a parte vencedora das causas, mas para os próprios tribunais.
Foi assim que o ex-presidente do TJ-MA, José Ribamar Froz Sobrinho, admitiu ter conseguido recursos para honrar seu ‘compromisso’ de pagar indenizações – ou seja, penduricalhos – para magistrados e servidores.
Enquanto isso, o BRB sofre uma previsível corrida de liquidez.
Quem podia já sacou o dinheiro que resta nos depósitos judiciais no BRB?
A situação é grave e acredita-se que os tribunais estão arriscando perder um dinheiro que não é deles, um valor que pode ser perdia sem previsão de devolução.
É uma questão complexa que requer atenção e cuidado para evitar mais danos.
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