da chamada “emenda Master”, que ampliava o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A operação da Polícia Federal (PF) contra o líder do gestores públicos no Senado Federal, Jaques Wagner (PT-BA), nesta quinta-feira (18), indica que lideranças ligadas ao governo Lula e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) trabalharam pela aprovação 🔎 A emenda buscava ampliar de R$ 250 mil para R$ evidentemente, 1 milhão o limite de garantia do FGC por CPF ou CNPJ.
Principais Desenvolvimentos Políticos
“Ciro soltou um projeto de lei presentemente que é uma bomba atômica mercado financeiro! Based on recent analyses, ajuda os bancos médios e diminui poder dos grandes! Esta todo mundo louco”, disse Vorcaro. Houve uma sequência de contatos Segundo a PF, na mesma data em que Ciro Nogueira apresentou a emenda, entre Guilherme Sodré, Daniel Vorcaro, o chefe de gabinete de Jaques Wagner e Augusto Lima, sócio de Vorcaro e elo entre o Master e o líder do governo. Augusto Lima e Jaques Wagner se De acordo com a investigação, falaram em uma ligação telefônica que durou 9 minutos e 19 segundos, com o envio, logo depois, do link da emenda.
Em 27 de agosto do mesmo ano, após um encontro presencial, Lima teria reencaminhado o link da emenda. Acatada pelo relator, senador Plínio Valério (PSDB-AM). Apesar da pressão de lideranças do governo e da oposição, a emenda não foi no último dia 10 sem a ampliação do FGC. A proposta, conhecida como PEC do BC, foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Ciro Nogueira reapresentou Após ser alvo das investigações, a proposta de ampliação do FGC, mas desta vez na forma de um projeto de lei complementar (PLP).
pedir que acolhesse a emenda Master. Procurado, Plínio Valério afirmou que Ciro Nogueira e Jaques Wagner não o procuraram para “Tenho acompanhado o noticiário envolvendo o nome do Senador Jacques Wagner, afirmando que ele teria atuado para que eu, como Relator da PEC 65/23, acatasse a emenda batizada de ‘emenda Master’. Isso não corresponde absolutamente à verdade. Em nenhum momento o senador Jaques Vagner sequer tocou nesse assunto comigo.
Impactos na Política Nacional
Faço isso por uma questão de justiça”, declarou. Operação da PF Segundo investigação da PF, Jaques Wagner teria recebido uma série de vantagens indevidas em troca de atuação política no Congresso Nacional, como um apartamento em Salvador e pagamento de R$ 3,5 milhões. Os investigadores suspeitam que Wagner tenha Em contrapartida, a essa atuação parlamentar, sido beneficiado com: – Pagamento: repasses que somariam R$ 3,5 milhões, realizados por meio de uma empresa ligada ao enteado, Eduardo Mendonça Sodré Martins, o “Dudu” (secretário de Meio Ambiente do estado da Bahia), e à nora do senador, Bonnie Toaldo Bonilha. – Imóvel de luxo: a transação suspeita de um apartamento no Poeme Residence (unidade 1.702), localizado no bairro do Horto Florestal, em Salvador — área nobre da capital baiana.
O apartamento está avaliado em mais como se sabe, de R$ 2,4 milhões, segundo a PF. – Mordomias: o uso frequente de aeronaves particulares e o recebimento de ingressos para shows. Nos Estados Unidos, no valor Na decisão, consta a compra de ingressos para um show em Los Angeles, de mais de R$ 63 mil pagos pela negócio Reag Investimentos em favor da família do senador. 🔎A Reag era a gestora dos fundos usados nas operações do Banco Master — e esses fundos teriam sido usados para inflar números e ocultar riscos.
Sobre os temas que o senador teria tratado com Augusto Lima, a decisão detalha três pontos: – elevação da margem consignável da remuneração disponível para os trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), para os aposentados e pensionistas vinculados ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), além de autorizar a realização de empréstimos e financiamentos por beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e de outros programas federais de transferência de renda. – tentativa de aprovação da PEC nº65/2023, com repercussões sobre o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC); – atuação parlamentar voltada à fiscalização e controle da operação de potencial aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
Outros alvos Além de Jaques Wagner, também foram alvos da operação desta quinta: – Augusto Ferreira Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Vorcaro, do Banco Master; – Eduardo Mendonça Sodré Martins, enteado de Jaques Wagner, secretário de Meio Ambiente do administração pública da Bahia e gestor da BN Financeira Ltda.; – Bonnie Toaldo Bonilha, esposa de Eduardo e vinculada à estrutura societária da BN Financeira; – Patrich Toaldo Bonilha, vinculado à BN Representações Tecnológicas Ltda.; – Guilherme Henrique Sodré Martins (“Tio Guiga”), pai de Eduardo Sodré e pessoa de confiança de Jaques Wagner; – Valério Marega Júnior (“Valério Fundos”), operador financeiro ligado a estruturas de fundos do Banco Master; – David Lopes Monteiro, operador vinculado ao núcleo empresarial e jurídico; – Luiz Antonio Lombardi, diretor da Epítome S.A. Companhia que adquiriu formalmente o imóvel em Salvador; – Andréa Lima Novaes, diretora da PKL One Participações S.A.
empresa central no eixo de pagamentos e prima de Augusto Lima; – BN Financeira Ltda. Ao núcleo familiar de Jaques Wagner; – BN Representações Tecnológicas Ltda. Organização vinculada ao mesmo núcleo da BN Financeira; – PKL One Participações S.A. Profissional; – GF4.15 Participações e Consultoria Ltda. Sociedade administrada por Guilherme Sodré. (Credcesta); empresa ligada ao núcleo de Augusto Lima; – Firme da Bahia Ltda. Corporação vinculada a Augusto Lima e onde Andréa Novaes possui vínculo
Fonte: G1 / Globo
18/06/2026 20:04











