debaterão medidas concretas contra os principais gargalos brasileiros. Promove o ‘Brasil Adiante”, ciclo de debates para apresentar propostas ao País Até agosto, especialistas de saúde e sua estrutura de assistência social para lidar com uma população cada vez mais envelhecida. Crédito: Juliano Galisi Gerando resumo Se por um lado os avanços na Medicina e as melhores condições de vida aumentaram a expectativa de vida do brasileiro nas últimas décadas, por outro o País não preparou adequadamente seu sistema
Principais Desenvolvimentos Políticos
boa parte da demanda se Com uma população mais jovem, concentra em pré-natal, parto, vacinação, pediatria, acidentes, infecções e condições agudas. Em uma população mais envelhecida, cresce a prevalência de doenças crônicas, que exigem consultas e exames recorrentes, medicamentos de uso contínuo, reabilitação e tratamentos caros por períodos prolongados. Furthermore, mudança de perfil epidemiológico aumenta custos da saúde essa mudança de perfil tem impacto direto nos custos. Um estudo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), com base em planos de conforme observado, saúde individuais, mostrou que a despesa assistencial anual per capita aumenta fortemente conforme a idade.
Em valores de 2016, o gasto médio era de R$ 1.501 entre beneficiários de 0 evidentemente, a 18 anos e chegava a R$ 19.263 entre pessoas com 80 anos ou mais. Na prática, o custo anual médio de um beneficiário nessa faixa era quase 13 vezes o observado entre crianças e adolescentes. E da diferença de financiamento entre União, Estados e municípios. No SUS, a pressão segue a mesma lógica, embora a conta seja mais difícil de mensurar por causa da fragmentação dos registros Reportagem com base em dados do Ministério da Saúde mostrou que o custo médio da internação de como esperado, um idoso no SUS é 30% maior do que a hospitalização de um adulto de 25 a 59 anos.
Leia também Envelhecimento, epidemias, subfinanciamento do SUS: 10 desafios que o País tem na área da saúde Censo revela ritmo recorde de envelhecimento da população brasileira; dados O câncer é uma das doenças que ilustra esse novo cenário. Consequently, o instituto nacional de câncer (inca) estima 781 mil novos casos por ano no brasil entre 2026 e 2028. Atrás apenas das A doença já é a segunda causa de morte no País, doenças cardiovasculares. O envelhecimento da população é um dos conforme observado, fatores associados ao aumento da incidência de câncer.
e os tratamentos tendem a ser mais complexos e caros. Ao mesmo tempo, muitos pacientes ainda chegam aos serviços especializados com doença avançada ou metastática, quando as chances de cura são menores O avanço científico observado nas últimas décadas também aumenta os custos. Na oncologia, por exemplo, tratamentos como a terapia com células CAR-T, aprovada para cânceres hematológicos conforme observado, como leucemia, linfoma e mieloma, chega a custar mais de R$ 2 milhões por paciente. In this sense, nesses casos, especialistas são unânimes em expressar que é preciso atuar em várias frentes: na prevenção e no diagnóstico precoce, para prevenir tumores ou ao menos detectá-los rapidamente; no aplicação em pesquisa e desenvolvimento locais, o que pode diminuir os custos de tratamentos; e em novas formas de custeio e uso dos recursos na compra de tratamentos, como aquisições centralizadas e acordos de compartilhamento de risco.
O aumento de brasileiros com demência é outro desafio do envelhecimento populacional.
Impactos na Política Nacional
Relatório Nacional sobre a Demência, do Ministério da Saúde, estima que cerca de 2,5 milhões de pessoas com 60 anos ou mais convivam com a doença no Brasil, número que pode chegar a 5,7 milhões em 2050. A estrutura disponível no sistema público ainda é insuficiente para esse perfil de demanda. Estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) apontou baixa disponibilidade de recursos físicos e humanos para o cuidado de idosos no Brasil. O trabalho, publicado em 2023, mostrou que apenas 0,7% dos médicos que concluíram a residência em 2020 se especializou em geriatria, índice que se como já mencionado, manteve praticamente estável ao longo dos dez anos anteriores e que contrasta bastante com os 9,5% que concluíram a especialização em pediatria, por exemplo.
O Brasil tem, hoje, pouco mais de 2,6 mil geriatras, mas a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) estima que o déficit seja de 28 mil desses profissionais. Também na contramão da O estudo do IEPS mostrou ainda que, demanda brasileira, o número de leitos em instituições de longa permanência ou de reabilitação caiu de 0,6 para mil idosos em 2010 para 0,4 para mil idosos em 2021. A desigualdade social também define como cada brasileiro envelhece. E menos acesso a cuidados médicos. Segundo o IEPS, idosos de menor renda têm piores indicadores de saúde
O estudo aponta que pessoas de 75 anos ou mais no grupo de maior renda podem ter conforme observado, condições de saúde semelhantes às de indivíduos 10 a 15 anos mais jovens entre os mais pobres. A adoção de modelos mais eficientes de negociação de medicamentos e terapias de alto custo. Entre as propostas que devem entrar em debate no evento Brasil Adiante devem estar o fortalecimento da atenção primária, a ampliação do rastreamento e controle de doenças crônicas, a melhora da regulação de filas e os detalhes e painéis do encontro – Data: 11 de junho; – Local: Espaço JK Eventos; – Endereço: Rua Professor Atílio Innocenti, 780 – Itaim Bibi; – Horário: Das 8h às 11h30; – Onde assistir: Transmissão ao vivo nas plataformas.
Painel 1: Educação: como preparar os brasileiros para um negócios de trabalho que já mudou? Fundador do Parceiros da Educação e da Proz Educação. Painelistas: Priscila Cruz, cofundadora e presidente-executiva do Todos Pela Educação, Denis Mizne, CEO da Fundação Lemann, e Jair Ribeiro, repórter especial e colunista. Mediação de Renata Cafardo, Painel 2: Quem vai pagar a conta do envelhecimento no Brasil? Gonzalo Vecina, sanitarista e professor da Painelistas: Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central e cofundador do IEPS (Instituto de Estudos para Políticas de Saúde), USP, Paulo Moll, CEO da Rede D’Or São Luiz.
hub multiplataforma de saúde e Mediação de Thaís Manarini, editora do Pulsa, bem-estar.
Reações e Consequências
o cronograma do Brasil Adiante – 27 de maio: Encontro 1: Eixo I: Estabilidade Institucional e Fundamentos do Ampliação (como foi); – 11 de junho: Encontro 2: Eixo II: Capital Humano e Coesão Social (Educação e Saúde); – 23 de julho: Encontro 3: Eixo II: Capital Humano e Coesão Social (Segurança Pública e Crime Organizado); – 19 de agosto: Encontro 4: Eixo III: Produtividade, Infraestrutura e Sustentabilidade; – 27 de agosto: Encontro 5: Apresentação do documento consolidado, divulgação da agenda e fechamento do projeto; – Novembro: Entrega da agenda de soluções ao presidente eleito.
Fonte: Estadão
10/06/2026 13:16











