Uma operação da Polícia Federal, deflagrada nesta terça-feira (2), desarticulou um esquema de corrupção instalado no Porto de Itajaí, em Santa Catarina.
A investigação aponta que o principal alvo, um ex-chefe da alfândega local, teria recebido mais de R$ 5 milhões para favorecer empresários e operadores do comércio exterior na liberação de mercadorias.
O foco central das apurações é Marcus Vinícius Nali Simioni Filho, que esteve à frente da Alfândega de Itajaí entre 2022 e 2025.
🧠 Análise da Situação
Segundo a PF, o servidor utilizava a influência de seu cargo para flexibilizar controles aduaneiros e facilitar processos de entrada e saída de produtos no Brasil, beneficiando especialmente importadores voltados para o e-commerce e logística.
As investigações, iniciadas em 2023, revelaram uma relação promíscua entre o auditor e o setor privado.
O delegado Christian Luz Barth diz que a quebra de sigilos bancário e fiscal demonstrou o pagamento de despesas pessoais do servidor por empresários beneficiados.
🔍 Detalhes Importantes
Entre os gastos identificados estão o aluguel de um imóvel de alto padrão, de R$ 14 mil, além de faturas de cartões de crédito e até uma viagem internacional bancada integralmente pelos investigados.
Cooperação e impacto aos cofres públicos A operação, que cumpriu mandados em Santa Catarina e em São Paulo, resultou na apreensão de mais de meio milhão de reais em espécie, relógios de luxo, equipamentos eletrônicos e contratos de gaveta.
A Justiça também ordenou o bloqueio de 65 contas bancárias e o sequestro de 25 imóveis e 19 veículos.
🌍 Contexto e Relevância
Marcus Vinícius, que atualmente exercia suas funções em regime de home office na cidade de Campinas, interior paulista, foi afastado do cargo pela Justiça.
Para a Receita Federal, o esquema vai além do enriquecimento ilícito do servidor.
O corregedor da Receita Federal, Guilherme Bibiani, destacou a gravidade da vulnerabilidade criada no controle de fronteiras.
“Verificamos a fragilidade do controle aduaneiro, que é essencial para a segurança pública do Brasil.
Você controla a entrada e saída de mercadorias, inclusive armas e drogas.
A partir do momento que você tem uma quebra, uma fragilidade desse controle, toda essa parte pode ser impactada”, alertou.
As apurações preliminares indicam que o esquema criminoso pode ter causado um prejuízo superior a R$ 30 milhões aos cofres públicos.
Não foram realizadas prisões durante a operação, mas o caso segue sob investigação rigorosa para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber
Fonte: Band Notícias
02/06/2026 19:59











