A Secretaria de Defesa Civil Nacional emitiu um alerta urgente nesta semana, orientando os órgãos estaduais a intensificarem os preparativos para os impactos do "Super El Niño".
O fenômeno, caracterizado por um aquecimento mais intenso das águas do Oceano Pacífico, deve alterar as correntes atmosféricas, resultando em um segundo semestre marcado por chuvas volumosas no Sul e seca severa no Norte e Nordeste do Brasil.
Impactos no campo e preparação no Sul
Para produtores rurais, a previsão de um semestre mais chuvoso gerou reações distintas.
🌍 O Cenário Atual de band notícias
O produtor de milho Érico Toniolo, por exemplo, decidiu ampliar sua área de plantio entre 25% e 30%.
O objetivo é recuperar as perdas sofridas após períodos de secas recentes na região.
No entanto, a umidade em excesso também é motivo de preocupação.
🧠 Análise da Situação
No Rio Grande do Sul, estado que enfrentou a tragédia das enchentes entre 2023 e 2024, a gestão pública busca formas de prevenção.
A cidade de Encantado, no Vale do Taquari, já decretou alerta climático preventivo.
Em Santa Catarina, municípios do Vale do Itajaí optaram pelo cancelamento de festas tradicionais entre junho e julho, priorizando a segurança contra riscos de deslizamentos e inundações.
🌍 Contexto e Relevância
Já no Paraná, a Defesa Civil iniciou o treinamento de mais de 3 mil voluntários e a revisão dos planos de contingência.
Seca severa no Norte e reflexos no comércio
No Amazonas, a expectativa é de impactos severos.
A meteorologista e pesquisadora Juliane Querino alerta que, em locais já propensos à seca, o fenômeno "Super El Niño" tende a intensificar a estiagem.
"As consequências desse fenômeno afetam a agricultura, a saúde pública, o abastecimento de energia e de água", pontua Querino.
O papel das mudanças climáticas
Especialistas reforçam que o fenômeno El Niño não atua sozinho no cenário atual.
Segundo Francisco Aquino, climatologista da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a mudança climática acelera os eventos meteorológicos.
"Um planeta mais quente garante mais tempestades; nesta situação, o El Niño só se soma aos eventos extremos", explica o climatologista.
A Defesa Civil Nacional reforçou, em encontro virtual com representantes estaduais, que a preparação para enfrentar esses extremos é urgente, visando mitigar danos à infraestrutura e proteger a população em áreas de vulnerabilidade climática.
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Fonte: Band Notícias
31/05/2026 22:04











