PF diz que BRB tinha ciência e “não foi vítima” das fraudes do Master Relatório da Polícia Federal aponta que o BRB sabia das suspeitas de fraude nas carteiras do Master e decidiu prosseguir com a compra atualizado Compartilhar notícia Um relatório da Polícia Federal (PF) apresentado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), indica que o Banco de Brasília (BRB) teve participação direta nas fraudes envolvendo o Banco Master.
Para a PF, o BRB não pode ser considerado uma “vítima”.
A indicação da Polícia Federal surgiu no âmbito da investigação sobre os crimes financeiros envolvendo o aporte de R$ 12 bilhões do Banco de Brasília na compra de carteiras falsas do Master.
📊 Fatos e Dados
Os dados constam em relatório sigiloso elaborado pela PF no mês passado e encaminhado ao STF para justificar a prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa.
As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S.
Paulo nesta terça-feira (26/5).
🧠 Análise da Situação
Segundo a PF, o BRB soube das suspeitas de fraudes nas carteiras de crédito do Master ainda no segundo semestre de 2024, quando as negociações tiveram início.
Mesmo assim, o relatório indica que o banco decidiu continuar com as transações.
“Os depoimentos indicam que o BRB não foi vítima da estratégia fraudulenta do Banco Master.
🌍 Contexto e Relevância
Contrariando a diligência exigida na gestão contratual, os gestores mantiveram a operação mesmo após terem ciência formal do descumprimento de cláusulas contratuais referentes ao repasse financeiro, da inexistência dos comprovantes de averbação e de diversas outras fragilidades operacionais”, diz trecho do relatório divulgado pelo Estadão.
O documento traz ainda detalhes de como os dados eram controlados manualmente, por meio de planilhas Excel, o que evidenciava as fragilidades de operação do banco de Daniel Vorcaro.
“Estamos juntando as nossas vidas” No mesmo relatório, constam mensagens extraídas pela PF que mostram Paulo Henrique Costa afirmando a Vorcaro que os dois estariam “juntando” suas vidas após negociações envolvendo imóveis de luxo em São Paulo.
A investigação suspeita de que os imóveis tenham sido usados como contrapartida a aportes bilionários feitos pelo BRB no Banco Master.
Segundo a PF, Costa teria aceitado receber seis imóveis avaliados em R$ 146 milhões.
Desse total, cerca de R$ 74 milhões já teriam sido pagos.
Um dos apartamentos analisados por Paulo Henrique Costa ficava no condomínio Heritage, no Itaim Bibi, e estava avaliado em cerca de R$ 45 milhões.
Depois da visita, Costa enviou uma mensagem a Vorcaro agradecendo pelo encontro.
“Estamos juntando nossas vidas”, escreveu.
O Metrópoles acionou o BRB para comentar a divulgação do relatório e, em caso de retorno, a matéria será atualizada.
Fonte: Metrópoles
26/05/2026 23:41











