Um levantamento realizado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), entre 2024 e 2026, verificou o aumento progressivo de ocorrências envolvendo dispositivos eletrificados e baterias de íons de lítio.
Os resultados levaram o CBMERJ a alertar a população sobre os riscos relacionados ao uso, armazenamento e carregamento desses equipamentos, sobretudo em ambientes domésticos.
De acordo com a sondagem, em 2024, foram registrados 30 casos; contra 33, no ano passado.
🌍 O Cenário Atual de terra
No primeiro trimestre deste ano, por sua vez, já foram realizados 18 atendimentos.
A incidência recai, com predominância, na micromobilidade elétrica, com destaque para motocicletas, ciclomotores e autopropelidos elétricos, que somaram 36 ocorrências, além de 25 registros envolvendo bicicletas elétricas.
Quanto aos locais das intercorrências, as residências concentraram 42% dos casos.
🔍 Detalhes Importantes
Quartos, salas e cozinhas foram as áreas mais afetadas, pois são frequentemente associados à presença de baterias em carregamento e à proximidade com materiais combustíveis.
Nos sinistros estudados, foi identificada a presença da chamada “carga de incêndio”, ou seja, a presença de elementos de alta combustão, como cortinas, sofás, colchões, móveis e revestimentos inflamáveis.
Como a maior parte dos incidentes acontecem em ambientes internos, onde há maior potencial de concentração de calor e gases tóxicos, a expansão do incêndio acontece rapidamente.
🔄 Atualizações Recentes
Segundo o Corpo de Bombeiros, o horário mais sensível para a ocorrência desses sinistros é da meia-noite às 6h, indicando possível relação com carregamentos prolongados durante a madrugada, enquanto os donos dos artefatos estão dormindo.
Ainda de acordo com a sondagem, 62% dos incidentes foram controlados inicialmente por populares – antes da chegada das equipes dos bombeiros -; e 38% tiveram a participação dos militares, especialmente em locais, como lojas, depósitos, garagens fechadas e espaços confinados – ambientes de alta complexidade.
O CBMERJ destaca os desafios específicos no combate a incêndios envolvendo baterias de íons de lítio, uma vez que os equipamentos podem apresentar reignição, emissão intensa de fumaça tóxica e dificuldade de resfriamento; o que exige técnicas especializadas para debelar as ocorrências.
Diante do aumento do uso de bicicletas, patinetes e outros equipamentos movidos a bateria, o secretário de Estado de Defesa Civil e Comandante Geral do Corpo de Bombeiros, Coronel Tarciso Salles, reforça que esses equipamentos “trazem praticidade para o dia a dia, mas também exigem atenção redobrada quanto à segurança”.
Segundo o militar, o “ideal é que o carregamento seja realizado em locais ventilados, longe de materiais inflamáveis e sempre com carregadores certificados e compatíveis com o equipamento”, disse Tarcísio Salles, acrescentando que o correto é não deixar esses dispositivos carregando durante toda a noite ou em áreas que impeçam as rotas de fuga em caso de emergência.
Fonte: Terra
26/05/2026 02:49











