O Jornal Nacional mostra a trajetória Carlo Ancelotti: longa e repleta de conquistas.
Em um ano, nós aprendemos a língua dele.
Sobrancelha subindo e descendo o tempo todo: atenção.
Sobrancelha travada no alto: preocupação.
Franzidinha na sobrancelha: aprovação.
Baixando a sobrancelha: satisfação.
Não que ele ame o silêncio.
🌍 Contexto e Relevância
Mandar tantos recados com um gesto tão simples é só mais um jeito de conversar.
O técnico da Seleção Brasileira acredita no poder das palavras, e os jogadores acreditam no que ele diz.
"Com o Mister, eu tento conversar bastante porque, cara, eu desfruto muito e eu aprendo muito com ele”, diz Casemiro, meio-campo da Seleção.
O professor ensina que conversas na hora certa, e no tom certo, valem muito mais.
Carlo Ancelotti não veio ao Brasil para gritar.
Chegou sabendo que a torcida faz isso por ele.
Empolgação, fé, confiança: tudo isso o brasileiro tem de sobra e, modéstia à parte, não precisa aprender com ninguém.
Trazer Carlo Ancelotti significa encontrar tranquilidade.
No banco, raramente eleva a voz.
E quando fala mais alto é para pedir calma.
“Ele é da resenha, mas na hora que está dentro de campo, ele é sério para caramba”, afirma Bruno Guimarães.
Não grita porque está ocupado, entendendo o jogo, o cérebro trabalhando um passo à frente do que os nossos olhos estão vendo.
“Ele é um ser humano incrível, não é vencedor por acaso.
A gente não vai assistir os jogos -seja in loco ou em vídeo – pelo mero prazer de assistir o futebol.
Sempre tem um olho técnico, físico, clínico”, diz Rodrigo Caetano, coordenador-executivo das Seleções Masculinas.
São 30 anos de experiência de quem já começou sabendo muito.
Meio-campo do Roma e do Milan, regia o time, um treinador com a bola nos pés.
📊 Informação Complementar
“É um cara que realmente está se doando ao máximo para trazer essa Copa com a gente”, diz Bruno Guimarães.
É o título que falta.
Na Copa de 94, era auxiliar técnico da Itália.
Será que foi naquele dia que sentiu vontade de comandar o Brasil?
Treinando clubes, ganhou tudo: seis conquistas nas cinco principais ligas da Europa e mais cinco troféus da Liga dos Campeões.
“Ele é um cara que está há mais de 30 anos no futebol.
Então, tudo que acontecer para ele – apesar de ser a primeira como treinador, em uma Copa do Mundo -, acho que no futebol já não é nada surpresa para ele”, diz Casemiro.
Estudar português foi um gesto de cortesia.
Mas talvez mais importante do que falar, foi ter conseguido entender o Brasil, compreender a desconfiança de muitos com o primeiro técnico estrangeiro, sem nunca levar para o lado pessoal.
Até porque Ancelotti já tinha dado provas de amor ao futebol brasileiro.
No Real Madrid, foi o maior incentivador da arte do improviso, do drible, da criatividade, do bailado de Vini Jr., com a bola ou sem ela.
O seríssimo treinador é um grande defensor da alegria.
Ou seja: na Seleção Brasileira, o técnico europeu não veio trazer novidades estrangeiras.
Veio só relembrar o nosso jeito de jogar.
Na bancada do JN Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, é entrevistado no Jornal Nacional — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, foi entrevistado nesta segunda-feira (18) por Renata Vasconcellos e César Tralli na bancada do Jornal Nacional.
O italiano falou sobre como a Seleção chega à Copa:
"A Seleção chega para a Copa muito bem.
Estamos muito animados".
Ancelotti também falou sobre as seleções que considera favoritas para vencer a Copa do Mundo de 2026:
"França,.
Brasil, obviamente.
Argentina, que ganhou.
Espanha, Portugal, Inglaterra…
Muitas equipes.
Mas ninguém é perfeito".
Assista a íntegra da entrevista de Carlo Ancelotti no Jornal Nacional no vídeo abaixo.
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Fonte: G1 / Globo
18/05/2026 22:24











