Trump volta a apostar em solução rápida para guerra contra Irã
O presidente americano Donald Trump voltou a afirmar nesta quarta-feira (6) que existe a possibilidade de um acordo de paz com o Irã.
"Tivemos discussões muito boas nas últimas 24 horas e é muito possível que cheguemos a um acordo", disse Trump durante conversa com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca.
O presidente americano ameaçou lançar novos bombardeios contra o Irã, de "uma intensidade muito maior que antes", caso não haja acordo.
💥 Como terra Afeta o Cotidiano
Para o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, Washington busca forçar a "rendição" de Teerã por meio de uma "nova estratégia" destinada a "destruir a coesão do país".
Mas apesar das trocas de acusações entre os dois países, as negociações continuam.
O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaïl Baghai, afirmou que "o Irã ainda está examinando o plano e a proposta americanos".
🌍 Contexto e Relevância
Na terça-feira (5), Trump já havia anunciado “progressos alcançados rumo a um acordo” e a suspensão da operação americana lançada para permitir que centenas de navios presos no Golfo atravessassem o Estreito de Ormuz.
O lançamento da operação, na segunda-feira (4), foi acompanhado de confrontos no mar entre iranianos e americanos, além de ataques contra os Emirados Árabes Unidos atribuídos ao Irã, mas negados por Teerã.
O regime iraniano também negou nesta quinta-feira qualquer envolvimento na explosão ocorrida em um navio cargueiro sul-coreano, o HMM Namu, que transitava pelo estreito na segunda-feira, segundo comunicado de sua embaixada em Seul.
📊 Fatos e Dados
Teerã bloqueia a passagem estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, que provocou milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano.
Washington mantém seu bloqueio aos portos iranianos, lançado em 13 de abril.
O Pentágono anunciou na quarta-feira que um petroleiro iraniano que tentava forçar o bloqueio havia sido "neutralizado" por um disparo em seu leme.
Je viens de m'entretenir avec le Président iranien Massoud Pezeshkian.
J'ai marqué ma vive préoccupation sur l'escalade en cours, et condamné les frappes injustifiées contre les infrastructures civiles émiriennes et plusieurs navires.
Toutes les parties doivent lever le blocus…
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) May 6, 2026
Macron condena ataques
O porta-aviões Charles de Gaulle em breve vai se posicionar na região do Golfo.
A coalizão formada por Londres e Paris também se prepara para garantir a segurança do Estreito de Ormuz após um eventual acordo.
Em mensagem publicada no X, o presidente francês Emmanuel Macron afirmou ter conversado com o presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, e "demonstrado sua forte preocupação com a escalada em curso".
Macron também condenou os ataques injustificados contra infraestruturas civis dos Emirados e contra vários navios.
📊 Informação Complementar
Segundo ele, "a missão multinacional criada pela França e pelo Reino Unido pode ajudar a devolver a confiança aos armadores e às seguradoras".
"Ela será, por natureza, distinta das partes em guerra.
O pré-posicionamento do porta-aviões Charles de Gaulle se insere nesse contexto", afirmou.
O presidente francês disse ainda que conversará com Trump sobre o assunto.
Resolução na ONU
Os EUA e os países do Golfo preparam uma resolução no Conselho de Segurança da ONU exigindo que Teerã interrompa os ataques, revele a localização de suas minas e se abstenha de impor pedágios à navegação, segundo o secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Uma votação deve ocorrer nos próximos dias.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, cujo país sediou negociações diretas até agora sem resultados entre o Irã e os Estados Unidos em 11 de abril, disse ter “grande esperança” de um acordo que leve a uma paz duradoura.
Com agências
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Fonte: Terra
07/05/2026 06:55











