Master: veja os próximos passos após a proposta da delação de Vorcaro PGR e Polícia Federal analisam, agora, todo o conteúdo apresentado pelos advogados de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master atualizado Compartilhar notícia Após a defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, finalizar e entregar à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR) os anexos de uma delação premiada, as autoridades têm um longo caminho pela frente para avaliar a consistência dos elementos probatórios entregues pelo banqueiro.
Agora, os investigadores devem fazer a triagem dos anexos que estão descritos em um pendrive entregue às autoridades.
Essa análise pode demorar meses.
📌 Pontos Principais
Na última semana, o Metrópoles noticiou, na coluna do Igor Gadelha, que o dono do Master pretendia finalizar sua proposta de delação até o início de maio, o que se confirmou agora.
A PF e a PGR devem levantar o quanto e como o réu poderá provar suas confissões e se o caso ainda depende de diligência.
A acusação confrontará a oferta com o que já existe nos autos.
🧠 Análise da Situação
Após a análise, o delator deve fornecer provas substanciais das declarações, como documentos, vídeos, fotos, gravações e outros materiais que possam corroborar suas afirmações.
No acordo, Vorcaro deve manifestar a sua ciência com o dever de dizer a verdade, com o sigilo e com as consequências em caso de descumprimento do acordo.
Em seguida, há a formalização escrita e o requerimento de homologação.
🌍 Contexto e Relevância
O acordo é reduzido a termo e submetido ao juiz competente.
O controle judicial, segundo a lei e a jurisprudência do STF, recai sobre regularidade, legalidade e voluntariedade.
O ministro relator, André Mendonça, não homologa “a verdade dos fatos”, mas, sim, a validade do negócio processual.
Corrida por delação
O dono do Master está preso preventivamente desde 4 de março.
A prisão ocorreu no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga a venda de carteiras de créditos fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).
Em outra ponta, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, preso desde 16 de abril, também corre contra o tempo para finalizar proposta de delação premiada.
Em 28 de abril, ele encaminhou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o interesse em firmar acordo de delação no caso, além do pedido de transferência do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, para acelerar as conversas com os advogados responsáveis.
Fonte: Metrópoles
06/05/2026 17:10











