Lula lança pacote para reduzir endividamento das famílias; veja medidas Após ter adiantado medidas no pronunciamento do Dia do Trabalho, Lula lança oficialmente o Desenrola 2.0 nesta segunda-feira (4/5) atualizado Compartilhar notícia O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lança nesta segunda-feira (4/5) o Desenrola 2.0, novo programa de renegociação de dívidas que visa tirar os brasileiros do sufoco.
A equipe econômica vai apresentar os detalhes do projeto em uma coletiva de imprensa, no Palácio do Planalto.
Na quinta-feira (30/4), o presidente Lula deu alguns detalhes do programa em pronunciamento na TV, em alusão ao Dia do Trabalho.
Segundo o petista, será possível negociar dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito rotativo, crédito pessoal e até do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
🌍 Contexto e Relevância
Os juros do programa de renegociação serão de até 1,99% ao mês, e os descontos poderão variar de 30% a 90% do valor devido.
“Assim, você vai ter uma parcela bem menor e mais tempo para pagar sua dívida”, pontuou Lula.
O uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas também foi confirmado.
De acordo com o presidente, cada pessoa poderá sacar até 20% do saldo do fundo.
💥 Impacto e Consequências
Endividamento – Serasa apontou 81,7 milhões de brasileiros endividados em fevereiro; – Com isso, endividamento das famílias volta a subir e se aproxima do recorde histórico; – Índice atingiu 49,9% da renda em fevereiro de 2026, segundo o Banco Central, recorde histórico que havia sido alcançado em julho de 2022; – Inadimplência também cresce entre consumidores e empresas.
Programa foi pedido de Lula
O programa foi uma determinação de Lula ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, ainda nos primeiros dias dele no cargo, no fim de março.
📊 Informação Complementar
A iniciativa reunirá frentes diversas, envolvendo renegociação de dívidas e barateamento do crédito, buscando atacar um dos principais entraves ao consumo no país: o peso do endividamento, especialmente no caso de débitos de maior custo, como cartão de crédito e cheque especial.
Durigan chegou a comentar, em conversa com a imprensa, que as medidas do pacote serão segmentadas.
“Tem essas três frentes que estamos trabalhando: famílias, trabalhadores informais e pequenas empresas.
Quando voltar (ao Brasil será feito o anúncio), em abril ainda”, adiantou Durigan à imprensa ainda em Washington, no dia 17 de abril.
A expectativa é que todas as informações do Desenrola sejam divulgadas nesta segunda-feira, como a duração e como o brasileiro poderá acionar o programa.
Ainda não se sabe também como os bancos e as entidades de crédito poderão aderir ao projeto.
As medidas A premissa do programa é permitir abatimentos sobre o valor total devido, principalmente em débitos já negativados, criando incentivos para que credores aceitem acordos e consumidores consigam limpar o nome.
Uma das linhas de atuação do programa será a permissão do uso de até 20% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
Esta possibilidade estará disponível para os trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos mensais (R$ 8.105), conforme o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.
“O trabalhador que é correntista do fundo, com uma renda de até cinco salários mínimos, em caso de estar endividado, ele vai negociar com a sua instituição, que ele deve, apresentar os descontos que a instituição topou fazer, de um mínimo de 40%, e ele poderá acessar até 20% para quitar o restante dessa dívida que ele tem”, explicou Marinho.
O FGTS tem saldo de R$ 705 bilhões.
Embora o valor estimado do FGTS para o programa seja de R$ 4,5 bilhões, há uma trava no caso de o montante extrapolar muito a previsão.
O recurso despendido ficará limitado a R$ 8 bilhões.
O mecanismo organizado pelo governo prevê que o trabalhador elegível, que autorizar o uso do FGTS para reduzir o endividamento, não tenha acesso direto ao saque indireto..
A própria Caixa Econômica Federal fará o repasse de parte do saldo existente no fundo para o banco onde existe a dívida do cidadão.
Trava para apostas on-line
Para combater o endividamento das famílias decorrente de apostas on-line, Lula informou que quem aderir ao Desenrola 2.0 ficará impedido de utilizar plataformas de apostas por um ano.
Lula também alertou as famílias ao dizer que “o que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet”.
“Por isso, quem aderir ao novo Desenrola Brasil ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas on-line”, completou.
A avaliação do Palácio do Planalto é que as chamadas Bets tem pressionado pelo endividamento da população e, consequentemente, impedido o brasileiro de ser impactado pelos efeitos da economia.
Fonte: Metrópoles
04/05/2026 07:49










