Uma operação conjunta do Governo Federal, que já se estende por mais de um mês na Terra Indígena Sararé, no Mato Grosso, revela a sofisticação das táticas empregadas pelo garimpo ilegal na região.
Agentes da Polícia Federal, Ibama, Funai, Força Nacional e Ministério da Defesa localizaram e destruíram, até o momento, 22 bunkers construídos debaixo da terra.
Essas estruturas subterrâneas, camufladas para enganar a fiscalização, serviam como depósito de mantimentos, peças de maquinário e materiais perigosos.
🔄 Atualizações Recentes
Imagens exclusivas obtidas pela Band mostram o interior desses esconderijos, onde a força-tarefa encontrou cerca de mil quilos de explosivos.
A quantidade elevada de material inflamável e detonante ficava armazenada nesses bunkers, evidenciando o risco e o investimento logístico da atividade criminosa dentro do território indígena.
Além do material bélico, as estruturas abrigavam geradores, motores, geladeiras e freezers, funcionando como centros de apoio logístico para a extração mineral.
📌 Pontos Principais
Sofisticação e avanço do crime organizado
As construções subterrâneas chamam a atenção pela complexidade técnica.
De acordo com Nilton Tubino, coordenador da operação, as estruturas são escoradas com madeiras e possuem dimensões que permitem que uma pessoa permaneça em pé em seu interior.
Tubino classifica a tática como uma novidade no cenário do garimpo ilegal, destacando que a camuflagem externa torna os locais praticamente imperceptíveis a olho nu, exigindo rastreamento minucioso por parte dos agentes.
🔍 Detalhes Importantes
O impacto ambiental na Terra Indígena Sararé é severo.
Levantamentos realizados durante a operação indicam que cerca de 6% da área total da reserva já sofreu danos diretos causados pelo garimpo.
A pressão sobre o território aumentou consideravelmente nos últimos meses, impulsionada pela valorização do preço do ouro no mercado internacional.
O cenário atrai a presença de grupos ligados ao crime organizado, que operam em áreas remotas do Mato Grosso sob forte estrutura de vigilância e ocultação.
A repressão ao garimpo na região resultou, apenas nos dois primeiros dias de incursão, na prisão de mais de 50 indivíduos.
O monitoramento da área não é recente; o Jornal da Band acompanha a situação da Terra Indígena Sararé desde outubro do ano passado, quando apresentou flagrantes da atividade criminosa e da degradação da mata nativa.
A cadeia do ouro ilegal extraído nessas terras segue para grandes centros urbanos, onde o metal é fundido e comercializado sem qualquer controle de origem ou fiscalização tributária.
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Fonte: Band Notícias
04/05/2026 01:10










