Após a vitória, na noite desta quinta-feira, do Sporting frente ao Wisla Plock na Liga dos Campeões de andebol, Ricardo Costa, falou pela primeira vez sobre os acontecimentos do passado sábado no Dragão Arena.
Antes do início do Clássico frente ao FC Porto, os verde e brancos queixaram-se da alegada presença de substâncias tóxicas no balneário, uma situação que levou críticas entre os dois rivais e até a reuniões dos presidentes de Sporting e FC Porto, Frederico Varandas e André Villas-Boas, com a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes.
"Semana muito difícil, onde metem em causa o nosso profissionalismo.
🌍 Contexto e Relevância
Há duas coisas muito sagradas na minha vida, a minha família e os meus jogadores.
E colocar-me em causa a mim, acusar-me de que abandonei os meus atletas…
Podem chamar-me de tudo, ando há trinta ou quarenta anos no desporto e convivo bem com insultos, mas não com ataques à minha integridade.
📊 Fatos e Dados
Não desejo a ninguém aquilo que passei, mas cá estamos.
Aquilo que não nos mata torna-nos mais fortes e eu acredito nessa massa", começou por dizer Ricardo Costa, antes de detalhar tudo o que aconteceu.
"Sou um homem saudável e acho que os médicos que me acompanham o podem confirmar.
🌍 O Cenário Atual de noticiasaominuto
Sou uma pessoa com bons hábitos, entrei no balneário e, passado 40 segundos, saí e senti-me muito mal.
Eu, juntamente com outras pessoas.
Pedimos ajuda, vieram os bombeiros, disseram que me iam levar ao hospital.
Fiquei dentro de uma ambulância com a médica, perguntaram-me se íamos jogar e eu disse 'não tenho condições de tomar decisões', vincou.
"Eu não queria jogar, não estava em condições de jogar.
Quando nos disseram que íamos a jogo, perguntei à médica se podia ir e a médica disse-me 'quer que lhe dê um ataque cardíaco?'.
Disse que não, fiquei sentado numa cadeira e obviamente celebrei, vou celebrar sempre, e nem que esteja morto deixarei de o fazer.
Não abandono ninguém, tenho trinta ou quarenta anos de alta competição, representei muitos clubes e tenho o orgulho de ter saído de cada um deles deixando tudo sempre muito melhor do que encontrei.
Dou o meu corpo e a minha alma e lamento que coloquem a minha integridade em jogo", acrescentou ainda.
"Tinha a tensão a 17/10 e a médica disse-me 'tem que se acalmar'.
O jogo começou, sentei-me à porta do balneário, num corredor, a ver o jogo juntamente com o [Christian] Moga.
O Moga é um guerreiro, um lutador, jamais faria um exercício de circo.
Nós não fizemos circo nenhum.
Sentimo-nos efetivamente mal.
Agora, que se investigue o que aconteceu.
📊 Informação Complementar
Não sou polícia, não trabalho no Ministério Público.
Não faço ideia, sei aquilo que me aconteceu, tive um problema de saúde e não pude ir a jogo.
Luto todos os dias", finalizou.
Fonte: noticiasaominuto
02/04/2026 19:20











