Esta ferramenta permitiria recolher dados epidemiológicos, avaliar a evolução funcional dos doentes e acompanhar o seu percurso após a alta hospitalar, assegurando que continuam com acesso, atempado, aos cuidados de reabilitação necessários, afirma em comunicado a sociedade de médicos especialistas em Medicina Física e de Reabilitação, no âmbito do Dia Nacional do Doente com AVC, que se celebra na terça-feira.
A fase de reabilitação é determinante para a recuperação funcional e para o regresso à vida ativa com qualidade, além de ser um direito consagrado em documentos da Organização Mundial da Saúde.
Apesar disso, a ausência de monitorização estruturada dificulta a garantia de continuidade de cuidados ao longo do tempo, precisa o presidente da SPMFR, Renato Nunes, citado no comunicado.
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Um registo nacional do AVC permitiria monitorizar de forma integrada a jornada do doente, identificar lacunas no sistema e contribuir para uma resposta mais eficiente, multidisciplinar e centrada na reabilitação, reforça, lembrando que, em Portugal, três pessoas sofrem um AVC a cada hora e cerca de metade dos sobreviventes ficam com sequelas, muitas vezes incapacitantes.
Os médicos especialistas sublinham, no comunicado, que criar este registo é um passo decisivo para melhorar os resultados em saúde e garantir que nenhum doente fica sem acompanhamento no processo de reabilitação.
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Fonte: noticiasaominuto
27/03/2026 12:28











