Governo de Senegal pede investigação por ‘suspeita de corrupção’ após perda de título Marrocos foi declarado campeão da Copa Africana de Nações pela CAF, dois meses depois da final vencida pelos senegaleses na prorrogação O governo do Senegal pediu, nesta quarta-feira (18), uma investigação internacional por “suspeitas de corrupção” na Confederação Africana de Futebol (CAF), que decidiu retirar do país o título de campeão da Copa Africana de Nações (CAN) e atribuí-lo ao Marrocos.
A CAF anunciou na terça-feira à noite a decisão de “declarar a seleção do Senegal excluída durante a final”, vencida na prorrogação pelos ‘Leões de Teranga’ (1 a 0), embora o resultado oficial agora seja de 3 a 0 para a seleção marroquina, seguindo as regras de W.O ou abandono da partida da Confederação.
“O Senegal rejeita inequivocamente esta tentativa injustificada de desapropriação”, afirmou em comunicado Marie Rose Khady Fatou Faye, porta-voz do governo, denunciando uma decisão “de gravidade excepcional” e “grosseiramente ilegal”.
🌍 Contexto e Relevância
O país “solicita a abertura de uma investigação internacional independente sobre suspeitas de corrupção nos órgãos dirigentes da CAF”, continua a nota.
“Além disso, o Senegal utilizará todos os meios legais cabíveis, inclusive perante os órgãos jurídicos internacionais competentes, para garantir que a justiça seja feita e a primazia do resultado esportivo seja restabelecida”, conclui o texto.
A CAF justificou sua decisão com base nos artigos 82 e 84 do regulamento da CAN, que estabelecem que, se uma equipe “se recusar a jogar ou abandonar o campo antes do apito final, será considerada perdedora e eliminada definitivamente da competição”.
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A federação senegalesa denunciou uma “decisão sem precedentes e inaceitável, que desacredita o futebol africano“, e informou que irá recorrer “no prazo mais breve possível” ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) contra a decisão que retirou o título do país.
Em entrevista à TV local, o secretário-geral da federação, Abdoulaye Seydou Sow, descreveu como uma “vergonha para o futebol africano”, a decisão que pode ser contestada no prazo de dez dias.
O jogo Na final disputada em 18 de janeiro, após um pênalti marcado para o Marrocos nos acréscimos do segundo tempo, logo depois de um gol do Senegal ter sido anulado, alguns jogadores senegaleses deixaram brevemente o campo, enquanto torcedores revoltados tentaram invadir o gramado e atiraram objetos.
📊 Fatos e Dados
Depois de 15 minutos de confusão, os jogadores senegaleses retornaram e, em meio ao caos que se estendeu às arquibancadas, o atacante marroquino Brahim Díaz desperdiçou a cobrança tentando uma ‘cavadinha’.
Na prorrogação, o Senegal venceu graças a um gol de Pape Gueye.
(Com AFP)
Fonte: veja
18/03/2026 13:57











