“A crise no Médio Oriente afeta decididamente todo o mundo”, incluindo a guerra na Ucrânia, disse Volodymyr Zelensky, em Madrid, segundo uma tradução simultânea para espanhol das declarações que fez em ucraniano e inglês, depois de um encontro com o primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez.
Zelensky referiu a crise energética e a possibilidade de falta ou escassez de armamento e de outros materiais de defesa, como mísseis antiaéreos, por estarem a ser disputados por outros países que agora também precisam desses equipamentos com urgência.
"Ninguém parou o abastecimento à Ucrânia.
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Continuamos a receber carregamentos, menos, mas estão a chegar”, afirmou, referindo estar a falar com os líderes europeus para saber com o que poderá contar a Ucrânia no cenário de défice ou falta de material.
Zelensky considerou ser prioritário e essencial, tanto para a Ucrânia como para a UE, que Bruxelas desbloqueie o empréstimo de 90 mil milhões de euros a Kyiv já acordado em finais de 2025, mas em relação ao qual agora a Hungria assume reservas.
O presidente ucraniano disse que, face à situação mundial e ao impacto da crise no Médio Oriente, a Ucrânia tem de aumentar a produção própria de material militar e os fundos acordados no seio da UE para ajuda a Kyiv são essenciais.
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"Contamos que os países da UE encontrem uma forma de resolver este problema", afirmou o chefe de Estado ucraniano, dizendo que seria "injusta uma reconsideração" dos acordos já alcançados.
Depois da visita a Espanha, Zelensky viaja para Bruxelas, onde há reunião, na quinta-feira, do Conselho Europeu, num encontro em que os líderes dos países-membros da UE devem abordar a concretização do empréstimo de 90 mil milhões de euros a Kyiv.
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Fonte: noticiasaominuto
18/03/2026 11:56











