Paulo Rangel discursava na cerimónia da emissão, pelos CTT – Correios de Portugal, de um selo comemorativo do 40.º aniversário da adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE, atual UE), ato que decorreu no Palácio das Necessidades, em Lisboa, na presença de membros do Governo, diplomatas e corpo diplomático.
"É, de facto, de enaltecer todos aqueles que contribuíram para a construção europeia, sem dúvida.
Mas aqui há um nome à frente de todos os outros, que foi aquele que verdadeiramente moldou aquilo que é a compreensão de Portugal junto dos nossos parceiros europeus, que é o professor Cavaco Silva”, argumentou Rangel.
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“Embora possa haver muitas narrativas, ninguém fez mais pela imagem de Portugal dentro das comunidades europeias do que o professor Cavaco Silva, que foi 10 anos, 10 anos, primeiro-ministro, os primeiros 10 anos da nossa integração europeia.
E embora haja para aí muitas narrativas a dizer que os campeões da Europa são estes ou são aqueles, há uma coisa que é clara como água", sustentou.
Para o ministro dos Negócios Estrangeiros português, há gente que, às vezes, deseja “rever a história”, mas, neste caso, há que ter em conta a forma como Cavaco Silva, nos dois governos que liderou entre 1985 e 1995, foi “amplamente entusiasta” da integração europeia.
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"Ao mesmo tempo, [foi] extremamente disciplinado, dando uma imagem de rigor, de capacidade de ação, de capacidade de cumprimento.
Foi fundamental para que Portugal fosse assumido logo de início como um Estado plenamente capaz de acompanhar o ritmo da integração europeia", acrescentou.
Paulo Rangel lembrou que saiu da boca de Cavaco Silva a celebra frase "pelotão da frente", apesar de ter sido, ao lado da Espanha, o último país a aderir à CEE.
💥 Impacto e Consequências
“Acho que esta homenagem deve ser prestada nestes 40 anos, e essa história deve ser contada, infelizmente é pouco contada, e comigo contarão sempre para contar, porque a justiça tem de ser feita, e nós estamos já a uma distância muito grande, para as pessoas, por disputas ou pequenas invejas partidárias, andarem a querer ofuscar aquele que foi o trabalho prático, verdadeiro, de um governante que acreditou no projeto europeu e que foi capaz de pôr Portugal justamente como um parceiro reconhecido como um igual no plano da União Europeia”, argumentou Rangel.
A emissão filatélica inclui um selo especialmente dedicado ao momento em que, a 12 de junho de 1985, Mário Soares, Rui Machete, Jaime Gama e Ernâni Lopes procederam à assinatura histórica do Tratado de Adesão às Comunidades Europeias.
"[Trata-se de um] símbolo visual do compromisso europeu de Portugal e ponto de partida desse percurso também assinalado no bloco filatélico, que destaca os edifícios que representam o funcionamento da União Europeia", lê-se no comunicado dos CTT alusivo à efeméride.
A cerimónia contou igualmente com a presidente da secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Inês Domingos, da diretora do Instituto Diplomático (IDI), Ana Paula Zacarias, o presidente executivo dos CTT–Correios de Portugal, João Bento, bem como Carlos Coelho, presidente da Comissão das Comemorações dos 40 Anos da adesão de Portugal à UE.
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Fonte: noticiasaominuto
13/03/2026 12:43











