Em apresentação oficial, Leonardo Jardim revela que interesse do Flamengo é antigo Treinador português havia sido procurado anteriormente em 2019 e antes da recente renovação de Filipe Luís com o clube da Gávea O Flamengo apresentou, nesta quinta-feira, 5, o técnico Leonardo Jardim.
O português, que comandou o Cruzeiro em 2025, chega para substituir Filipe Luís, que foi demitido na madrugada da terça-feira, 3, após a goleada por 8 a 0 sobre o Madureira, pelas semifinais do Carioca.
Leonardo Jardim comandou o primeiro treino do Flamengo na tarde da quarta-feira, no Centro de Treinamento George Helal.
🌍 O Cenário Atual de veja
Em seu primeiro contato oficial com a imprensa após o anúncio de sua contratação, o treinador detalhou os bastidores de sua chegada, elogiou a superioridade técnica do plantel rubro-negro e deixou clara a sua filosofia de trabalho focada estritamente no bem coletivo.
Jardim revelou que sua história com o Flamengo vem de longa data, tendo sido indicado ao clube por Jorge Jesus, em 2019, ocasião em que o acerto não foi possível.
Sobre o momento atual, o técnico explicou que, em dezembro do último ano, precisou pausar a carreira para resolver pendências familiares e de saúde.
📌 Pontos Principais
Essa prioridade o fez recusar propostas de clubes da Europa e adiar uma conversa informal com o próprio Flamengo, quando a permanência de Filipe Luís ainda era incerta.
Agora, com as questões pessoais resolvidas, o português celebra o desfecho positivo.
“Eu costumo dizer: não há duas sem três.
🧠 Análise da Situação
E à terceira eu vim para o clube que tem a dimensão que o Flamengo tem, com muita satisfação e com muita ambição de fazer um bom trabalho e conquistar os títulos”, declarou o treinador.
Questionado sobre a sua passagem recente pelo Cruzeiro, onde deixou no banco nomes de peso como Gabigol e Dudu, Jardim foi direto sobre como lidará com as estrelas rubro-negras.
Ele fez questão de esclarecer que não “barra” jogadores por preferência, mas toma decisões visando o melhor para a estrutura do time.
“Qualquer clube que eu treine, eu tenho uma diretriz muito importante e não negocio com ninguém: que é defender primeiro o grupo e o clube à frente de qualquer individualidade”, afirmou o técnico.
Ele usou o próprio caso de Gabigol como exemplo de sua gestão, explicando que, na época, avaliou que o atacante Caio estava em um momento melhor.
Jardim destacou que as decisões profissionais não afetam o convívio, elogiando a boa atitude do atacante no dia a dia e reforçando que “a parte profissional é uma coisa, as minhas decisões são outra, e a parte relacional é outra totalmente diferente”.
Paixão pelo Brasil Assumidamente um apaixonado pela atmosfera do futebol brasileiro — que classificou como uma “religião” com estádios cheios e emoção, em contraste com a sua experiência no Oriente Médio —, Jardim ressaltou que conhece o país de Norte a Sul.
Apesar dos elogios à paixão do torcedor, o treinador fez críticas ao calendário exaustivo, afirmando que o ideal seria reduzir a carga datual para cerca de 50 partidas anuais, visando uma melhor recuperação dos atletas.
Ao avaliar o que o atraiu no Flamengo na época em que ainda o enfrentava como adversário, o treinador não poupou palavras para definir seus novos comandados.
Para Jardim, o grande diferencial rubro-negro é a refinação de seus atletas em campo.
“A qualidade técnica, eu acho que o nosso elenco está acima de qualquer outra equipe.
E quando eu digo técnica, é passe, circulação, recepção e decisão.
Todos esses tipos de ações estão muito acima dos outros elencos”, finalizou.
Fonte: veja
05/03/2026 14:43











