Quinze aeronaves norte-americanas foram obrigadas a deixar as bases militares de Rota e Morón, no sul de Espanha, desde que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irão no fim de semana.
Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel Albares, o país não vai permitir que as suas bases militares – que são operadas em conjunto com os EUA, mas sob soberania espanhola – sejam utilizadas para atacar o Irão (ataques esses que Espanha tem vindo a condenar).
“As bases espanholas não estão a ser usadas para esta operação e não serão usadas para nada que não esteja incluído no acordo com os Estados Unidos ou para nada que não esteja de acordo com a Carta das Nações Unidas”, disse Albares, numa entrevista à emissora espanhola Telecinco, citada pela Reuters.
💥 Impacto e Consequências
A ministra da Defesa, Margarita Robles, afirmou que as aeronaves – principalmente aviões-tanque de reabastecimento aéreo, incluindo o Boeing KC-135 “Stratotanker” – estavam permanentemente ‘estacionadas’ em Espanha.
Pelo menos sete dessas aeronaves foram registadas no FlightRadar24, a página de monitorização de voos, como tendo aterrado na Base Aérea de Ramstein, na Alemanha, depois de partirem no domingo.
Dois voos partiram de Rota, uma base naval com aeródromo, em direção ao sul da França.
📊 Fatos e Dados
Outros quatro voos partiram de Rota, mas suas rotas não foram divulgadas.
A posição de Espanha e enfática condenação das ações dos Estados Unidos e de Israel no Irão pelo primeiro-ministro, Pedro Sánchez, colocam o país mais uma vez em desacordo com a região, podendo amplificar tensões no relacionamento com Washington.
Inicialmente, o Reino Unido também tinha recusado permitir a utilização das suas bases para um ataque ao Irão, mas a situação alterou-se no domingo, com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, a dar luz verde para “autodefesa coletiva de países amigos e aliados de longa data e proteção de vidas britânicas”.
🌍 O Cenário Atual de noticiasaominuto
Recorde-se que, já esta segunda-feira, o PS anunciou que quer chamar o ministro dos Negócios Estrangeiros ao Parlamento para esclarecer sobre o enquadramento das recentes movimentações de forças norte-americanas na base das Lajes, nos Açores, segundo um requerimento que deverá ser votado na terça-feira.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.
O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano.
O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de três militares norte-americanos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.
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"Preocupação são os portugueses.
Temos toda a estrutura disponível"
Fonte: noticiasaominuto
02/03/2026 12:58











