Libertário em xeque: a Argentina de Milei; 1º episódio: Milagre econômico?
Como dois anos de ajuste fiscal de Javier Milei mudaram a economia argentina.
Crédito: Carolina Marins | TV Estadão Gerando resumo A reforma trabalhista proposta pelo governo do presidente Javier Milei foi aprovada pela Câmara dos Deputados argentina na madrugada desta sexta, 20, após um dia de greve geral que paralisou o país e os sistemas de transporte de Buenos Aires, além de bancos, portos e aeroportos.
📌 Pontos Principais
Após 11 horas de debate, os deputados aprovaram a chamada lei de “modernização trabalhista” com 135 votos a favor e 115 contra.
A Confederação Geral do Trabalho da Argentina (CGT), a principal central sindical do país, chama a lei de “regresso” e de “inconstitucional”.
Entre os principais pontos da reforma, estão a redução da indenização por demissão e o aumento da jornada de trabalho para 12 horas, além do limitar do direito à greve.
🧠 Análise da Situação
O projeto, um dos objetivos principais da segunda metade do mandato de Milei, havia sido aprovado pelo Senado na semana passada, mas sofreu alterações na Câmara dos Deputados.
Uma delas foi a eliminação do artigo que reduziria pela metade o o auxílio-doença Agora, precisa retornar à câmara alta para aprovação final, que o governo espera obter antes de 1º de março, data em que o presidente argentino fará um discurso no Congresso para a abertura da sessão ordinária.
Milei comemorou a aprovação em uma publicação no X, onde afirma que a “Argentina será grande novamente”, numa referência ao “Make America Great Again”, do presidente Donald Trump.
📊 Fatos e Dados
No post, ele também inseriu a sigla “VLLC”, slogan de sua campanha à Casa Rosada, que significa “Viva La Libertad, Carajo”.
O governo afirma que a reforma vai contribuir para a redução informalidade, que afeta mais de 40% do mercado de trabalho, e a criar empregos graças à redução dos impostos patronais.
Nos últimos dois anos, segundo fontes sindicais, mais de 21 mil empresas fecharam as portas; a crise também se estende ao encerramento de cerca de 300 mil postos de trabalho.
O caso mais recente é o da Fate, principal fabricante de pneus da Argentina, que anunciou nesta quarta, 18, o fechamento de sua fábrica na capital Buenos Aires e a demissão de mais de 900 trabalhadores.
A empresa alega queda na competitividade devido à abertura indiscriminada das importações.
/AFP
Fonte: estadao
20/02/2026 09:41











