Numa resolução aprovada hoje em sessão plenária do Parlamento Europeu, os eurodeputados sublinham que “execuções extrajudiciais, desaparecimentos forçados, detenções arbitrárias, deslocamentos forçados e ataques a infraestrutura civil podem constituir graves violações do Direito internacional humanitário e, em alguns casos, crimes de guerra”.
Na iniciativa, citam “relatos fiáveis das Nações Unidas e de organizações não-governamentais sobre abusos recentes, especialmente contra a população curda, incluindo profanação de cadáveres, cemitérios vandalizados e o uso de munições não guiadas em áreas civis”, indica um comunicado do hemiciclo europeu divulgado hoje, após a aprovação.
Expressando "profunda preocupação com a deterioração da situação humanitária no nordeste da Síria", o Parlamento Europeu pede à União Europeia (UE) que aumente a assistência humanitária.
🌍 Contexto e Relevância
O nordeste da Síria foi palco de vários incidentes, após uma vaga nas últimas semanas de confrontos entre as forças governamentais e combatentes das Forças Democráticas Sírias (FDS), nas regiões controladas pela aliança da minoria curda.
As FDS, milícia curdo-árabe que atua como exército da região autónoma do nordeste da Síria, e o exército do governo de transição alcançaram um acordo em 30 de janeiro, após semanas de confrontos naquela região.
O entendimento prevê a integração das forças curdas na estrutura do Exército sírio e, a nível político, a incorporação das autoridades curdas do nordeste da Síria no ordenamento nacional.
🔍 Detalhes Importantes
Na resolução, o Parlamento Europeu saúda o acordo e pede "aos atores regionais, incluindo a Turquia, que se abstenham de minar o cessar-fogo através de ações militares ou apoiando grupos armados".
A estabilidade no nordeste da Síria, destacam, “é essencial para uma transição política abrangente, inclusiva e justa”, pelo que pedem às autoridades de Damasco que protejam os “direitos fundamentais de todas as comunidades, incluindo árabes, curdos, sunitas, xiitas, alauítas, cristãos, drusos e yazidis”.
“O pleno reconhecimento, os direitos iguais e a participação política da comunidade curda são indispensáveis para uma Síria estável e inclusiva”, consideram, enquanto pedem ao governo de transição que consagre tais garantias na Constituição.
💥 Como noticiasaominuto Afeta o Cotidiano
Por outro lado, lamentam a decisão dos Estados Unidos de retirar as tropas da Síria e do Iraque, e instam os países da UE e parceiros a “intensificarem os esforços para evitar que qualquer ressurgimento do Daesh [acrónimo árabe do grupo extremista Estado Islâmico] ameace a Síria, a região e a Europa”.
A resolução contou com 363 votos favoráveis e 71 contra, com 81 abstenções.
Leia Também: Forças norte-americanas retiram-se de base aérea perto da Jordânia
Fonte: noticiasaominuto
12/02/2026 12:16











