Pensa Povo
terça-feira, fevereiro 10, 2026
  • MUNDO
  • ESPORTE
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • ENTRETENIMENTO
  • JUSTIÇA
  • CURSOS
  • EMPREGOS
No Result
View All Result
  • MUNDO
  • ESPORTE
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • ENTRETENIMENTO
  • JUSTIÇA
  • CURSOS
  • EMPREGOS
No Result
View All Result
Pensa Povo

Governo e Congresso repensam a política externa e priorizam a defesa

9 de fevereiro de 2026
in Brasil, POLÍTICA
Home Brasil
0
SHARES
Share on FacebookShare on Twitter

A opção nuclear
Governo e Congresso repensam a política externa com base na prioridade à defesa
Mudou a perspectiva da política externa brasileira.

É efeito de um retrocesso civilizatório global, o desmonte do sistema de regras de convivência pacífica entre nações construído a partir da Segunda Guerra Mundial.

RELATED POSTS

Lula e Flávio Bolsonaro dominam corrida para o Planalto, revela pesquisa Real Time

Esqui-Cross Country: conheça a modalidade de estreia do Brasil

Governo e Congresso mantinham há algum tempo um debate tímido sobre a necessidade de revisão de prioridades na segurança nacional.

O cerco militar e, depois, a invasão à Venezuela, cuja fronteira com o Brasil se estende por 2 000 quilômetros na selva amazônica, tornaram essa discussão mais ampla e efetiva.

Percebe-se em Brasília, desde então, uma preocupação em repensar o rumo das relações externas do Brasil para adaptá-las ao novo mundo sem regras que está aí.

💥 Como veja Afeta o Cotidiano

Prevê-se tratar a defesa nacional como política de Estado, para preservar o país autônomo e com relativa influência regional.

Haveria privilégio à opção nuclear, com garantias orçamentárias para investimentos de longo prazo em plataformas tecnológicas de uso duplo, civil e militar.

Foi isso o que Lula assegurou aos chefes da Defesa e das Forças Armadas numa longa reunião no Palácio do Planalto em 15 de janeiro, doze dias depois do bombardeio dos Estados Unidos aos quartéis da região metropolitana de Caracas.

Depende, é claro, de ação coordenada com o Congresso, onde não parece haver resistência.

Em novembro, por exemplo, governo e oposição uniram-se para garantir financiamento ao reequipamento militar.

Aprovaram 1 bilhão de dólares anuais, fora dos limites orçamentários, durante os próximos cinco anos.

O projeto de lei foi apresentado pelo Partido Liberal de Jair Bolsonaro e relatado pelo Partido dos Trabalhadores de Lula.

Esquerda e direita se juntaram e deram aval unânime na Câmara e no Senado.

Antes do Natal, governo e oposição somaram votos na Câmara para retirar o Brasil do Tratado para a Proibição de Armas Nucleares, oito anos depois da adesão.

“No mundo em que nos encontramos hoje, não podemos abrir mão de recorrer ao desenvolvimento de capacidades nucleares, não de caráter ofensivo, mas para defesa e dissuasão”, diz a justificativa construída pelo deputado relator Luiz Philippe de Orleans e Bragança, do Partido Liberal, em parceria com o Itamaraty.

Nela ressalta-se que, em documentos recentes sobre políticas de defesa, o Congresso “tem entendido que o Brasil não deve assumir novos compromissos no campo da não proliferação”.

O veto da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional tende a ser subscrito pelo plenário da Câmara.

“Governo e Congresso repensam a política externa com base na prioridade à defesa”
São evidências de que Brasília parece convergir para alterações relevantes nas políticas externa e de defesa nacional.

Seria movimento inédito nas últimas quatro décadas de regime democrático.

“Mudança” é uma das palavras mais sedutoras da política.

Evoca os planaltos ensolarados do futuro e promete absolvição pelos pecados passados, escreve o jornalista britânico Philip Stephens.

No caso da opção nuclear brasileira, os erros se acumularam durante décadas e custam cada vez mais caro.

Alguns programas estão em desenvolvimento laboratorial há décadas, asfixiados na intermitência de financiamento estatal porque nunca foram reconhecidos como prioritários.

É o caso dos projetos de enriquecimento de urânio para produção de energia e da construção de submarinos nucleares com armamento convencional.

Pior é a situação da Eletronuclear, suas usinas de eletricidade e empresas-satélites como a Nuclep.

Compõem um mosaico calamitoso de prejuízos bilionários que se multiplicam mensalmente.

É incontornável a resolução do destino do programa nuclear legado pela ditadura.

Mais relevante, porém, é a questão política.

No Congresso já transitam propostas radicais, como a da retirada do Brasil de todos os tratados internacionais de não proliferação de armas nucleares já assinados.

O governo acha que “vamos precisar da tecnologia nuclear para a defesa nacional e da soberania”, nas palavras do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Isso exigirá a compreensão dos governantes para o novo mundo sem regras, tem repetido em artigos o embaixador Celso Amorim, assessor internacional de Lula.

Nesse novo mundo, argumenta, “todos estamos sob ameaça, que será tanto maior quanto os recursos que detivermos: petróleo, minerais críticos, terras-raras, capacidade energética”.

A questão não é só o que fazer, mas como fazer.

📊 Informação Complementar

A opção nuclear sempre tem alto custo político.

O Irã é exemplo extremo: virou pária mundial.

Os textos dos colunistas não refletem, necessariamente, a opinião de VEJA
Publicado em VEJA de 6 de fevereiro de 2026, edição nº 2981


Fonte: veja

09/02/2026 06:56

ShareTweet

Related Posts

Lula e Flávio Bolsonaro dominam corrida para o Planalto, revela pesquisa Real Time

by Iago
9 de fevereiro de 2026

Pesquisa Real Time: disputa entre Lula e Flávio monopoliza cenário eleitoral Em possíveis embates nas urnas contra os dois candidatos,...

Esqui-Cross Country: conheça a modalidade de estreia do Brasil

by Iago
9 de fevereiro de 2026

Esqui-Cross Country: conheça a modalidade de estreia do Brasil nas Olimpíadas de Inverno Manex Silva, Eduarda Ribera e Bruna Moura...

Crédito Agrícola operacionaliza moratória de apoio a famílias e empresas

by Iago
9 de fevereiro de 2026

Num comunicado, a instituição financeira indicou que "a moratória inclui medidas de apoio de prorrogação do prazo de vigência dos...

Após decisão de Dino, GDF dá orientações contra nepotismo em emendas

by Iago
9 de fevereiro de 2026

Grande AngularColunas Após decisão de Dino, GDF dá orientações contra nepotismo em emendas Despacho da Procuradoria-Geral do DF foi expedido...

Senador quer que Galípolo explique em CPI reunião de Lula com Vorcaro

by Iago
9 de fevereiro de 2026

Igor GadelhaColunas Senador quer que Galípolo explique em CPI reunião de Lula com Vorcaro Senador Eduardo Girão pede que Gabriel...

Next Post

Com gol de Flaco López, Palmeiras vence o Corinthians pelo Paulista

Seahawks dão aula de defesa, engolem os Patriots e são campeões da NFL

TRENDING

SAÚDE

Anvisa alerta para riscos do uso de canetas emagrecedoras sem acompanhamento médico

9 de fevereiro de 2026
Brasil

Lula e Flávio Bolsonaro dominam corrida para o Planalto, revela pesquisa Real Time

9 de fevereiro de 2026
ENTRETENIMENTO

Após caso Master, BC deve revisar regras do FGC ainda neste ano, diz diretor

9 de fevereiro de 2026
Brasil

Esqui-Cross Country: conheça a modalidade de estreia do Brasil

9 de fevereiro de 2026
Internacional

Tesla chegou a África. Marrocos é a porta de entrada

9 de fevereiro de 2026
PHP Code Snippets Powered By : XYZScripts.com
No Result
View All Result
  • Inicio
  • POLÍTICA
  • MUNDO
  • TECNOLOGIA
  • SAÚDE
  • ECONOMIA
  • ENTRETENIMENTO
  • SEGURANÇA
  • JUSTIÇA
  • Carnaval
  • VIDA E ESTILO

© 2024 Pensa Povo.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a utilizar este site, você está dando consentimento para o uso de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.