Além da autonomia e estrutura de carregamento, outra grande questão que envolve os carros elétricos é a revenda – tanto pelo valor quanto pelo tempo.
Mas isso pode estar mudando de acordo com o mais recente relatório Market Watch Brasil, da consultoria especializada Indicata.
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O estudo mostra que alguns veículos eletrificados são revendidos em menos tempo que modelos a combustão consagrados do mercado brasileiro.
📊 Fatos e Dados
O primeiro exemplo é o BYD Dolphin.
No relatório que engloba veículos eletrificados com até quatro anos de idade, o hatch elétrico mostra 19 dias do chamado Market Days Supply (MDS).
Esse é o intervalo médio de tempo que o modelo leva para ser revendido desde o anúncio até a finalização da compra.
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A marca chinesa domina as três primeiras posições, com Dolphin Mini (24,9 dias) e o SUV híbrido Song Plus (31,7 dias).
O levantamento também aponta o índice de carros a combustão com grandes volumes de vendas no mercado de usados.
O Volkswagen Polo, por exemplo, tem o MDS de 46,9 dias, enquanto o giro do Hyundai HB20 leva 48,5 dias.
🧠 Análise da Situação
Já o Chevrolet Onix fecha as três primeiras posições com média de 54,8 dias.
O estudo ainda mostra outros modelos com bons números.
Chama atenção os carros da Caoa Chery, como o Tiggo 7 (30,5 dias), Tiggo 5X (35,1 dias) e Tiggo 8 (39,5 dias).
Honda HR-V (39,6 dias) e Mitsubishi Eclipse Cross (47,3 dias) completam a lista.
Segundo a Indicata, a questão do ajuste de preços do segmento de eletrificados concentra as maiores quedas de valor, um grande ajuste entre expectativas de mercado e capacidade real de absorção da oferta.
O mercado não rejeita a inovação como um todo, mas é altamente seletivo.
Algumas soluções com a percepção de ser simples, confiável e economicamente coerente
encontram demanda.
As demais exigem ajustes de preço para ganhar liquidez.
“O mercado brasileiro não diz “não” ao elétrico.
E diz “não a qualquer preço”, observa o relatório.
Já os modelos flex seguem como porto seguro, com valores resilientes e desempenho superior ao índice geral.
Já os modelos a gasolina e diesel enfrentam correções mais significativas, reflexo de maior concorrência e de uma demanda mais criteriosa.
O estudo ainda diz que o mercado de seminovos como um todo “entra em uma fase mais madura, na qual a liquidez depende menos da idade ou da motorização e mais da coerência da oferta”.
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Fonte: estadao
04/02/2026 13:26










